

Nova Santa Rita - As marcas de sangue deixadas no asfalto ajudaram a Polícia Civil, na noite de ontem, a reconstituir o trajeto feito pelo executor do engenheiro civil Samir Neves Marques, 40 anos. Ele teria sido morto com três tiros na cabeça, dentro do Space Fox de placa INZ-8403, na Rua da Pedreira, bairro Pedreira, em Nova Santa Rita. A cena, segundo a Brigada Militar, foi presenciada pela filha de 3 anos, que também estaria no veículo. A 3.ª Delegacia de Polícia acredita que o crime tenha ligação com contratos milionários gerenciados pela vítima.
De acordo com a BM, populares informaram sobre um corpo jogado em via pública. Ele teria sido alvejado com disparos e jogado para fora do veículo. Familiares contam que Marques recebeu um telefonema por volta das 18h45, saindo apressado, levando a filha, para um encontro na Rua Santa Maria com Inconfidência, no bairro Nossa Senhora das Graças. "Ele iria entregar um papel. Algo relacionado ao trabalho", contou a sogra Edi Schudz, 57 anos.
Suspeito tem cabelo comprido
Tanto a menina, que viu o pai ser morto, e a esposa da vítima devem ser ouvidas hoje pela Polícia Civil, acompanhada por psicólogos. De acordo com o chefe de investigações da 3.ª DP, Gilberto Primeiro, a menina contou à Polícia que um homem de cabelos compridos discutiu com o pai dentro do carro e depois atirou. Segundo ele, seguirão sendo ouvidos ainda funcionários e amigos da família para que seja formada a rede de relacionamentos da vítima, indicando uma possível relação com o suspeito.
"Eram vários contratos milionários"
Conforme o titular da 3ª Delegacia de Polícia, Silvio Kist Huppes, a hipótese mais possível é de execução premeditada. "A vítima pode ter sido morta por alguém que se sentiu prejudicado pelas licitações vencidas pela empresa dele. Eram vários contratos milionários", ressalta. No entanto, segundo ele, o sumiço de pertences fazem com que a Polícia não descarte a hipótese de latrocínio. "A vida pessoal dele, até agora, não nos trouxe muitas pistas. Passaremos a estudar o porte do negócio dele, cruzando com as relações familiares e empresariais." Segundo a Polícia, Marques atuava como engenheiro e era dono de uma empresa de construções e saneamento, sediada no bairro São Luiz.
"Ele saiu com pressa de casa, levando a filha. Tanto que calçou os chinelos", contou a sogra da vítima, Edi Schudz. A menina foi encontrada dentro do veículo da família.
Foto: Vinicius Carvalho/ GES