São Leopoldo - Depois do canetaço da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) em paralisar a Segundona 2010, a pergunta que fica no ar é: qual o planejamento a ser seguido por Aimoré e Sapucaiense? Trabalhar visando o confronto de quarta-feira, que não está confirmado ou mudar a programação? Para os preparadores Marcos Tavares, do índio, e Gustavo Leão, do rubro-negro, a decisão foi muito radical e complicada para falar. "A situação é muito complicada. Para os atletas, jogar em uma temperatura alta assim é quase desumano. Pode acarretar em vários problemas físicos. Para se ter uma ideia, os nossos jogadores estão perdendo quase três quilos por jogo. Até em treinos estamos dando suplementos para os jogadores", comenta Tavares. Gustavo Leão entende toda a situção, mas ressalta que faltou bom senso de ambas entidades e diálogo. "É notório que o clima não é bom, mas a decisão é muito radical. No Norte e Nordeste, a temperatura também é muito alta e as rodadas ocorrem naturalmente e no mesmo horário. O importante é a hidratação e isso estamos fazendo. Eles deviam ter consultados os clubes. Agora como ficamos? O que faremos amanhã (segunda-feira)?", desabafou o preparador físico. Tanto Aimoré como o Sapucaiense voltam aos treinos nesta seguna-feira e a previsão de ambos os clubes é trabalhar em dois turnos visando o possível jogo de quarta-feira, resta saber com quem e se vai haver.
Liminar - Tudo isso ocorreu na sexta-feira quando o Sindicado dos Atletas profissionais do Rio Grande do Sul entrou com uma ação na Justiça do Trabalho contra a FGF para exigir a mudanças de horários de jogos do Campeonato Gaúcho em função do intenso calor que faz no Estado. A entidade dos jogadores pede que não ocorra jogos entre 10 e 18 horas. O juiz da 29º Vara do Trabalho de Porto Alegre, Rafael da Silva Marques, atendeu o pedido. O presidente da FGF, Francisco Novelletto Neto, tentou quebrar a liminar, mas não obteve sucesso. Em entrevista ao programa Arquibancada, da Rádio ABC 900 AM, se disse indignado com a atitude do Sindicato. "Eles querem estragar o campeonato". Em meio à essa briga ficaram os clubes e os profissionais da área, que estão revoltados com a decisão, pois sequer foram consultados.