Porto Alegre - O Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers) apresenta nesta quinta-feira, o relatório sobre as condições dos hospitais Luterano e Independência. As duas unidades de saúde foram vistoriadas nesta quarta-feira, numa ação conjunta coordenada pela OAB/RS, com a participação do Cremers, Simers, representantes dos hospitais de Clínicas e Conceição, e gestores da saúde do Município e do Estado.
O documento elaborado pela Comissão de Fiscalização do Cremers será apresentado durante reunião na sede da Ordem dos Advogados, às 15h. O juiz federal Guilherme Pinho Machado irá participar do encontro. Representantes do MEC e do Ministério da Saúde também devem comparecer. O objetivo é buscar soluções para reabrir os dois hospitais da Ulbra, fechados desde abril do ano passado.
O presidente do Cremers, Fernando Matos, afirma que a reabertura dos hospitais em curto prazo é viável: "O Hospital Independência está praticamente pronto para voltar a funcionar. É lamentável que esse hospital permaneça fechado em meio à crise nas emergências, com tanta falta de leito. É hora de ver se realmente os gestores querem de fato resolver o problema, se querem mesmo fazer saúde, ou se querem apenas brincar, fazer de conta".
Em relação ao Luterano, vistoriado pela manhã, as dificuldades são maiores, segundo Matos: "As condições do prédio são muito boas. O problema maior é a falta de equipamentos. Agora, com algum investimento o hospital pode funcionar de apoio para outros de maior porte, recebendo pacientes estabilizados nas emergências de Porto Alegre e que precisem apenas de procedimentos de pequena e média complexidade. Para funcionar a pleno, serão necessários investimentos muito mais elevados.
Juntos, Luterano e Independência, uma referência em traumato-ortopedia, contam com 217 leitos. Mais de 300 funcionários dos dois hospitais aguardam em casa, com salário em dia, a volta ao trabalho.
Além do presidente Fernando Matos, participaram das vistorias o 1º secretário Rogério Wolf de Aguiar, o coordenador da Fiscalização, Antônio Celso Ayub, e os médicos fiscais Mário Henrique Osanai e Paulo Contu.