Poluição - 28/01/2012 10h08
Atualizado em 28/01/2012 15h00

Mesmo sob alerta da Fepam, banhistas entram na água no litoral norte

Placas indicam área imprópria de Tramandaí a Mariápolis devido a vazamento de óleo.


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Aline Marques/Da Redação

Foto: Aline Marques/GES-Especial
Há poucas pessoas à beira-mar neste sábado
Há poucas pessoas à beira-mar neste sábado

Tramandaí  - Com muito sol, temperatura média de 27 graus e pouco vento, o sábado amanheceu prometendo ser um belo dia no litoral norte. Mesmo com o alerta da Fepam para que banhistas evitem a areia e o banho de mar, em função do vazamento de óleo em Tramandaí, na última quinta-feira, muitos banhistas chegaram cedo à praia e não resistiram a um mergulho na água. 

De Tramandaí ao balneário de Mariápolis placas indicam área imprópria para banho. Segundo o presidente da Fepam, Carlos Fernando Niedersberg, a medida foi tomada como precaução até que todos os exames de qualidade da água comprovem as condições de balneabilidade.  A partir dos resultados, o acesso às praias será recomendado a partir de segunda-feira. 

Os perigos à saúde

No corpo: banhistas podem ter irritação nos olhos e na pele e ainda desenvolver alguma dermatite em contato com a água contaminada de petróleo. Fique atento a fissuras ou cortes e, se necessário, procure um médico. Em caso de ingestão, possivelmente o primeiro sintoma seja náuseas e vômitos em virtude da intoxicação. Os gases liberados pelo produto também são nocivos aos pulmões. 

Limpeza: se os veranistas se sujarem de óleo, o indicado é lavagem com muita água e sabão para a retirada do produto sobre a pele.

Circulação pela areia: as pessoas devem evitar o contato com a areia. Enquanto houver óleo na areia, é preciso cuidado.

Ameaça animal: aves podem ter as penas atingidas, prejudicando o voo, enquanto animais marinhos podem ingerir o material e morrer. Na beira da praia, já foram encontrados crustáceos como siris, tartarugas e peixes de pequeno porte. Os bichos de grande porte nessa época não estão na região. Uma equipe do Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal de Rio Grande, contratada pela Petrobras, também foi enviada a Tramandaí para monitorar a mortandade das espécies. 

Tempo de interdição: a análises é de hora em hora. Após a raspagem da areia, equipes do Ministério Público cavam buracos superficiais para observar onde houve penetração da substância no solo.

Tamanho do impacto: de média extensão, minimizado pela forte correnteza, grande massa marítima e aplicação por meio de um avião de um dispersante no local do vazamento - tipo de detergente para quebrar as moléculas do produto e deixá-lo mais leve para facilitar o recolhimento. 

Dispersão para outras praias: praticamente descartada a possibilidade. No entanto, animais mortos podem aparecer ao longo do litoral norte.

Fonte: Patrulha Ambiental de Tramandaí






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