Brasília - O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Aldir Passarinho Junior, arquivou ontem o pedido da coligação que apoia a candidatura do tucano José Serra (PSDB) para que a presidenciável Dilma Rousseff (PT) e seus aliados fossem investigados e condenados à inelegibilidade por causa das quebras de sigilo fiscal que ocorreram na Receita Federal. De acordo com o corregedor, os fatos já estão sendo investigados, inclusive por integrantes do Ministério Público Federal.
Aldir Passarinho afirmou que as condutas poderiam configurar, ao menos em tese, falta disciplinar e infração penal e que essa apuração não deve ser feita pela Justiça Eleitoral.
O corregedor afirmou que não há provas de que a candidatura da petista Dilma tenha se beneficiado com o vazamento dos dados fiscais de tucanos e nem que o equilíbrio da disputa eleitoral tenha sido afetado pelo fato.
Apontado como o homem que teve acesso aos dados fiscais de Verônica Serra, filha de Serra, o contador Antonio Carlos Atella Ferreira declarou que pediu e retirou as informações fiscais de Veronica a mando de terceiros. Em entrevista ao Jornal Nacional, Ferreira revelou que o pedido fazia parte de "um lote".