
Esteio - Agentes da equipe de investigação da Delegacia de Polícia de Esteio, coordenados pelo delegado Leonel Baldasso, seguem buscando pistas que possam levar à identificação e ao suposto paradeiro dos dois suspeitos envolvidos na morte do empresário Cristiano da Rocha Dias, 37 anos. A vítima, que era proprietária de uma empresa de alarmes e monitoramento, localizada no bairro Jardim Figueira, em Esteio, foi alvejada por pelo menos três disparos de arma de fogo, depois das 22 horas de um dia de semana, no final do mês de janeiro. Socorrido por vizinhos e familiares, Dias permaneceu internado no Hospital São Camilo até o dia 5 de fevereiro, quando não mais resistiu aos ferimentos e faleceu. O inquérito policial já conta com depoimentos de testemunha, mas até agora, não há suspeitos para o crime.
SIENA VERMELHO
O crime, de acordo com a escrivã da equipe de investigação da DP, Fernanda Guedes Pandolfo, teria sido cometido por dois suspeitos (pelo menos um deles armado) que tripulavam um automóvel Siena vermelho.“A dupla estaciona e fica um bom tempo em frente a empresa da vítima, mesmo local da residência da família. O homem, quando percebe o veículo, caminha tranquilamente na direção dos homens, como se conhecesse a dupla.’’ A pouco metros da janela do caroneiro, a vítima é surpreendida por pelo menos quatro tiros. “Ferido, ele consegue correr para dentro da casa e foi socorrido por familiares.’’
Morte de empresário é 2ª do ano
O titular da DP, delegado Leonel Baldasso, que prefere não expor detalhes das diligências para não atrapalhar o andamento das investigações, acredita que a Polícia esteja a frente de criminosos vingativos e perigosos. “Este é o segundo homicídio de 2012; resultado decorrente de ações (tanto da Polícia Civil, quanto da Brigada Militar) iniciadas ainda no passado. Em 2011 várias pessoas foram detidas em operações especialmente de combate ao tráfico de drogas’’, comenta Baldasso.
Atirador fez menção de descer
Um dos homens ainda faz menção de descer do veículo, mas o motorista foge. A dificuldade da Polícia em identificar os suspeitos é que o fato ocorreu à noite e no momento do crime não havia nenhuma testemunha ocular. As imagens captadas pelo sistema de segurança instalado na casa da vítima, recolhidas pela Polícia, também não registraram características físicas dos suspeitos, pois eles permaneceram o tempo todo no interior do carro. Outro mistério para os agentes que investigam o crime é com relação a motivação do crime.