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Ataque em Morro Reuter - 09/02/2012 08h27
Atualizado em 09/02/2012 09h02

Ausência de câmeras na Prefeitura pode dificultar identificação de suspeitos

Bandidos foram cercados por quatro viaturas da BM, mas fugiram após um deles se ferir.


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Marcos Jorge/ Da Redação

Foto: Néia Dutra/GES
Cofre: talões de cheque ficaram para trás, mas R$ 2,2 mil foram levados
Cofre: talões de cheque ficaram para trás, mas R$ 2,2 mil foram levados

Morro Reuter  - Em uma ação criminosa desastrada, mas quase silenciosa, bandidos invadiram durante a madrugada de ontem a prefeitura de Morro Reuter, localizada à beira do quilômetro 216 da BR-116. Eles saquearam o cofre do gabinete do prefeito, mas fugiram depois que um dos invasores se feriu com cacos de vidro quando arrebentou a divisória que dá acesso a agência do Banrisul, anexa ao prédio. O ataque aconteceu por volta das 4 horas. Segundo o prefeito Adair Ricardo Bohn, o alvo principal era o cofre do banco, que não chegou a ser tocado.

Antes da fuga, os suspeitos cortaram fios da central de alarmes da prefeitura, vasculharam dezenas de salas, revirando gavetas e armários. Na sala do gabinete do prefeito encontraram um cofre dentro de um armário. Removeram o objeto, e com a ajuda de um pé-de-cabra forçaram a abertura. Do interior, retiraram R$ 2,2 mil, dinheiro arrecadado como pagamento do IPTU após o expediente bancário no dia anterior, e deixaram para trás dezenas de talões de cheques e folhas soltas já preenchidas destinadas a outros pagamentos, anexas a documentos.

AÇÃO DESASTRADA

Enquanto tentava ter acesso a agência do banco Banrisul, por dentro do prédio da prefeitura, um criminoso acabou ferido. Ele arrancou parte da divisória que dá acesso ao cofre, mas uma janela de vidro na parte superior da peça teria se partido e atingiu o bandido. Ferido, o suspeito correu para um dos banheiros e tentou estancar o sangue usando lenços de papel. Marcas de pingos de sangue se espalharam por todo o prédio e estilhaços de vidro ficaram atirados próximos a agência.

O comandante da Brigada Militar da cidade e de Dois Irmãos, tenente José Francisco Antônio Maria, relata que, naquele momento, a Brigada Militar recebeu um alerta do banco e começou a montagem de um cerco formado por quatro viaturas da cidade com reforço da guarnição de Dois Irmãos. “Acharam que a cidade por ser pequena não teria patrulhamento. Foram surpreendidos por um cerco que chegou rapidamente e os obrigou a fugir”, salienta o comandante da BM.

Ele suspeita que o invasor tenha usado um rádio sintonizado na frequência da BM e, após estancar o sangue, correu para o segundo andar, onde está situado o gabinete do prefeito e avisou o comparsa que era hora de fugir. Ambos teriam deixado o local, pelo fundos, por onde também teriam entrado. O comandante da Brigada Militar procurou informações sobre a entrada de pessoas feridas em todos os hospitais da região na tentativa de identificar um provável suspeito que pudesse pedir socorro.

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil ainda não sabe quantas pessoas participaram do ataque, mas suspeita-se da ação de ao menos dois bandidos. A Polícia também desconhece como os criminosos chegaram e fugiram do local. A ausência de câmeras de monitoramento dentro e fora do prédio da prefeitura pode dificultar o trabalho da Polícia Civil na identificação de suspeitos. Segundo a delegada Ariadne Langanke, titular da delegacia de Dois Irmãos e que responde por Morro Reuter, apesar do livre acesso ao prédio, além do dinheiro, os suspeitos teriam levado apenas uma máquina fotográfica, um notebook e um colete de um fiscal da prefeitura que estava sobre uma cadeira.

O ARROMBAMENTO

Pouco antes das 4 horas, os invasores teriam cortado uma cerca de arame farpado nos fundos do prédio da prefeitura. Arrebentaram uma fechadura, na intenção de ter acesso a todo o prédio, mas erraram a sala. Era um depósito, onde estavam guardados dezenas de computadores antigos que aguardam para serem leiloados.

Sem tocar nos objetos, os criminosos arrebentaram a segunda porta e tiveram acesso aos corredores internos que levariam ao banco, secretarias e ao gabinete do prefeito. Depois, chegaram à caixa de central de alarmes e cortaram os cabos que acionariam a Brigada Militar, o prefeito e o secretário de Administração.

Sem alerta, vasculharam tranquilamente várias salas, revirando gavetas, mesas e armários à procura de dinheiro. Somente no gabinete do prefeito encontraram um cofre, escondido dentro de um armário. Com um pé-de-cabra arrombaram e retiraram R$ 2 mil. Diante do incidente, o prefeito Adair Ricardo Bohn suspendeu as atividades ontem após o local ser periciado para que o ambiente fosse limpo.






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