

Rio de Janeiro - Um militar morreu e dois sofreram queimaduras em um incêndio na madrugada desta quarta-feira no porta-aviões São Paulo, o único navio desse tipo na frota da Marinha do Brasil.
O incêndio, de "pequenas proporções", aconteceu às 3 horas (de Brasília) em um dos alojamentos para marinheiros situado na popa – parte traseira – da embarcação, segundo um comunicado divulgado pela Marinha.
O fogo surpreendeu os marinheiros que dormiam no alojamento quando a embarcação estava ancorada no Arsenal da Marinha na Ilha das Cobras, base naval na Baia de Guanabara, no centro do Rio de Janeiro.
"Dois dos militares não conseguiram sair do alojamento nos primeiros momentos do incêndio e só foram retirados do local posteriormente. Infelizmente um deles morreu por volta das 5 horas", assinalou a nota.
O outro militar foi transferido ao Hospital Naval Marcilio Dias, onde seu estado de saúde foi diagnosticado como estável.
Um terceiro marinheiro sofreu ferimentos leves nos pés, foi atendido no hospital do próprio Arsenal da Marinha e já recebeu alta.
A assessoria de imprensa da Marinha havia informado inicialmente que seriam três os feridos, mas no comunicado esclareceu que foram apenas dois.
O incêndio foi controlado por integrantes do Grupo de Controle de Avarias a Bordo, o que limitou os danos ao alojamento.
Segundo a assessoria de imprensa do 1º Distrito Naval, o incêndio aparentemente foi causado por um curto-circuito no sistema elétrico. A Marinha informou que abriu uma investigação policial-militar para estabelecer as causas do incidente.
Outro incêndio registrado no mesmo porta-aviões em maio de 2005 e causado pela ruptura de um tubo de vapor deixou três militares mortos e seis feridos.
Comprado da França por US$ 12 milhões, o porta-aviões São Paulo, foi incorporado pela Marinha do Brasil em novembro de 2000 para substituir a embarcação Minas Gerais, construída em 1942 e que o Brasil havia adquirido na década de 60.
O São Paulo, com capacidade para transportar 37 aviões de guerra e dois helicópteros, foi construído pela França em 1963 e serviu de apoio às tropas francesas na Guerra do Golfo e em operações militares no Líbano, Bósnia e Kosovo. A embarcação tem capacidade para abrigar a 1,3 mil tripulantes.