Novo Hamburgo - O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, é esperado para a posse do novo presidente da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem), Valnei Rodrigues. A solenidade está marcada para hoje, às 20 horas, no NH Hall.
Rodrigues preside a Associação Gaúcha de Instituições de Previdência Pública (Agip) e é diretor-geral do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais (Ipasem) de Novo Hamburgo. Ele foi eleito por aclamação para o mandato de três anos à frente da entidade, que representa os regimes próprios de previdência País.
O Brasil tem 8 milhões de servidores públicos, que podem estar ligados aos regimes próprios. Um seminário com o tema Regimes Próprios: Sustentabilidade e Finanças está marcado para ocorrer hoje e amanhã, no Hotel Locanda, em Novo Hamburgo.
Primeiro gaúcho no Abipem
A Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem) é a principal entidade representativa dos regimes próprios. O presidente Valnei Rodrigues quer trabalhar para aumentar o número de cursos de graduação e pós-graduação em Gestão Pública e Direito Previdenciário. Ele defende a adoção do regime previdenciário próprio para as prefeituras, que assim injetariam recursos na própria economia. Confira entrevista de Rodrigues ao Jornal NH:
Qual a importância de assumir a presidência da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e Municipais (Abipem)?
Valnei Rodrigues - A entidade atua há quase 30 anos e nunca teve um presidente gaúcho, apesar de sermos pioneiros em relação aos regimes previdenciários próprios. Acho que o resto do País quer ver o nosso jeito de trabalhar.
Qual a posição que o senhor assume em relação ao Fator Previdenciário?
Rodrigues - A verdade é que não influencia no regime próprio, só no geral. Por lei, os servidores públicos já têm a idade mínima de 60 anos para aposentadoria.
Em relação à Previdência, quais são os desafios?
Rodrigues - O principal obstáculo já estamos superando, que é entender como funciona a Previdência. Na verdade, devemos considerá-la como uma poupança. O brasileiro sempre teve a cultura de gastar imediatamente todo o dinheiro que recebia. Isso ocorria por causa dos longos períodos de inflação galopante. Aos poucos, os trabalhadores passaram a compreender que é necessário poupar. A Previdência é como se fosse um seguro.
E quais sãos as suas metas mais urgentes?
Rodrigues - Muitas prefeituras ainda pagam salários-bases abaixo do mínimo aos servidores. Aí, os prefeitos fazem uma complementação. Já estivemos com o deputado Marco Maia e um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) para mudar isso deve ser apresentado. Também quero aumentar o número de municípios no Brasil com regime previdenciário próprio em pelo menos 20%. Cito sempre o exemplo de Minas Gerais, que tem quase 900 cidades e apenas 215 com regime previdenciário próprio. Lá, temos que aumentar esse índice em 50% no prazo de dois anos.