

Tramandaí - Cerca de 150 profissionais seguem trabalhando para tentar conter o vazamento de óleo que atingiu a praia de Tramandaí ontem. Durante a madrugada, a substância foi limpa na beira da praia após uma espécie de raspagem da areia. Segundo nota divulgada pela Transpetro, o volume derramado ainda não foi quantificado. A mancha no mar chega a um quilômetro, e aconteceu a seis quilômetros da orla após o rompimento de uma válvula de segurança durante operação de transferência do petróleo cru para uma monoboia.
Segundo o prefeito de Tramandaí, Anderson Hoffmeister, o último acidente semelhante a este em Tramandaí ocorreu há cerca de 15 anos. Ele ressaltou ainda que após a plataforma, em direção à Nova Tramandaí, a água não foi afetada, portanto, está liberada para banho até segunda ordem. Ontem à noite, veranistas teriam visto a presença do óleo em Mariluz.
Conforme o prefeito, as correntes marítimas e o forte vento favoreceram a rápida chegada do óleo à areia. “Felizmente, o óleo está saindo rápido, o que vai facilitar a retirada.’’ Ele lembrou que muitas pessoas acreditavam que a cor achocolatada do mar nesses últimos poderia indicar a presença de óleo. “O mar está revolto, a cor escura é do mar, a preta é que é de petróleo cru’’, disse.
Uma reunião entre a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e a Transpetro nesta manhã deve definir se o trecho da praia, bloqueado em função da sujeira que havia na orla, será liberado ou não.
Cheiro
A mancha, que ontem havia chegado à areia, deixou um cheiro forte, segundo relatos de veranistas. "Estava jogando bola e de vez em quando sentia um cheiro parecido com gás. Agora com o vento mais forte piorou. Vamos ver como fica, acho que agora temos que evitar o banho", disse o programador, de São Leopoldo, Marcelo Vitola, 41 anos.
Mesmo com o forte cheiro, o gerente da Corsan da cidade de Tupã, Roberto Peixoto dos Santos, 50 anos, entrou na água. “Na verdade já sentimos esse cheiro de óleo ontem. Entrei na água assim mesmo. Espero que o vento disperse a mancha’’, disse. Já pensando que algo pudesse estar errado, Rodrigo Almercost, 39 anos, autônomo, morador de Santa Maria, preferiu evitar o banho. "Não sabia o que era, mas achei que alguma coisa estava errada por causa do cheiro. Tomara que não prejudique o meio ambiente e as férias", disse.