Novo Hamburgo - Em entrevista à reportagem do Jornal NH, a advogada de Diane Samar da Silva, 21 anos – pivô do caso do bolão da Mega-Sena – Graziela Moraes, afirma que sua cliente não sumiu, como teria dito o advogado de José Paulo Abend (dono da Lotérica Esquina da Sorte), Marcelo Dias.
Graziela diz que pediu a quebra do sigilo telefônico de Diane para mostrar que a funcionária ligou para Abend, no domingo, na segunda e, na terça, foi até a lotérica buscar alguns bens pessoais, tendo contato com o proprietário durante todo tempo. Dias, porém, afirma que tentou falar com Diane no seu escritório e não conseguiu e lembra que ela só teria aparecido na lotérica quarta-feira, 24 de fevereiro. "Se ela teve contato com Abend não sei, mas eu não consegui falar com ela", lembra.
Se o fato for esclarecido, poderá explicar o porquê de Abend não ter dito desde o primeiro momento que teria havido falha humana e não erro da gráfica, hipótese que chegou a ser levantada nos primeiros dias da polêmica.
Por meio de imagens do comércio próximo à lotérica, solicitadas pelo delegado do caso, Clóvis Nei da Silva, a advogada de Diane também pretende entender onde foi parar o comprovante do bolão que ela teria comprado para o pai.