Novo Hamburgo - O delegado Clóvis Nei da Silva, que investiga o caso do bolão da Mega-Sena em Novo Hamburgo, disse ontem que pediu ajuda das câmeras das lojas do comércio que ficam nas proximidades da lotérica Esquina da Sorte. A intenção é ver se foi possível capturar imagens da frente do estabelecimento na noite de 20 de fevereiro. O objetivo da apuração é saber se os horários conferem com os do vídeo em que mostra a funcionária desesperada por não ter feito os jogos e se há alguma possibilidade o proprietário do estabelecimento, José Paulo Abend, ter ido na lotérica naquela noite. Silva diz que fez o pedido e agora espera os empresários se manisfestarem.
O bolão deixou de 35 a 40 apostadores sem o prêmio que estava acumulado em R$ 52 milhões. A funcionária da lotérica Esquina da Sorte, Diane Samar da Silva, não teria registrado os jogos.
Ontem, foram ouvidas mais duas vítimas do bolão, totalizando 30 depoimentos e 33 ocorrências. O delegado segue com as hipóteses de estelionato e negligência.