Novo Hamburgo - A Caixa tem até a próxima segunda-feira para apresentar resposta ao ofício da Procuradoria da República de Novo Hamburgo, referente ao bolão da Mega-Sena que quase deixou 40 apostadores milionários. O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Ângelo Roberto Ilha da Silva pediu explicações ao banco sobre a sua responsabilidade na fiscalização da Lotérica Esquina da Sorte, onde o bolão foi vendido, mas não registrado.
O procurador explica que o Ministério Público entrou nas investigações porque a Caixa é um órgão da União. "Se for necessário, ouvirei os envolvidos, mas nós não investigamos a parte criminal e sim a cível, que diz respeito às responsabilidades da lotérica e da Caixa em relação aos apostadores", explica Silva.
Segundo um dos apostadores, Jadir Mendonça, a ação deles foi ajuizada ontem pelos seus advogados, na qual 21 ganhadores ingressaram com pedido de validação do prêmio.
O delegado do caso, Clóvis Nei da Silva, continua ouvindo as vítimas e também irá enviar as informações pedidas pelo Ministério Público. A investigação segue levantando a hipótese de estelionato e possível negligência.