
Novo Hamburgo - O caso do bolão da Mega-Sena não registrado pela Lotérica Esquina da Sorte, em Novo Hamburgo, continua sem explicações para o delegado da 2ª Delegacia de Polícia Civil, Clóvis Nei da Silva. De acordo com ele, a linha de investigação para o caso, que deixou 40 pessoas sem o prêmio, será baseada em depoimentos dos apostadores durante a semana.
O delegado não definiu ainda se o dono da lotérica, José Paulo Abend, 49 anos, e a funcionária Diane Samar da Silva, 21, serão chamados para novos depoimentos. Contudo, a hipótese de estelionato ainda não está descartada pelo delegado. "Essa linha de investigação será rejeitada quando todas as vítimas forem ouvidas e o inquérito for encerrado, no prazo de 30 dias", disse.
O advogado de 21 dos 40 apostadores lesados, Marcelo Rocha, comunicou que durante a semana ele e toda a assessoria de defesa das vítimas analisarão o inquérito para, posteriormente, entrar com ajuizamento da ação contra a Caixa Econômica Federal e a Lotérica Esquina da Sorte na Justiça Federal de Novo Hamburgo. A assessoria de imprensa da Caixa informou que prestará o depoimento assim que for solicitado pelo delegado.
Na última semana, o advogado de Abend, Claudio Rodrigues Neto, ingressou um pedido de habeas corpus na tentativa de trancar o inquérito policial contra o cliente. O conteúdo de defesa é baseado nas imagens entregues pela funcionária da lotérica, que revelam que ela voltou ao local e percebeu que não registrou o jogo. Neste fim de semana, quatro apostadores acertaram o prêmio principal da Mega-Sena e dividirão R$ 70 milhões.