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Loterias - 27/02/2010 10h02
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Funcionária diz que pai apostou no bolão, mas perdeu comprovante

Por conta de informações desencontradas, delegado pensa em fazer acareação.


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Laura Píffero/ Da Redação

Novo Hamburgo  - Ao mencionar, em seu depoimento, o pai também como um dos apostadores do polêmico bolão da Mega-Sena, a funcionária da Lotérica Esquina da Sorte Diane
Samar da Silva, 21 anos, não conseguiu comprovar se, de fato, havia comprado uma cota. Ao solicitar o volante, o titular do caso, delegado Clóvis Nei da Silva, ouviu de Diane que perdeu o comprovante.

Ela era responsável por registrar os jogos da lotérica e admitiu ter se esquecido da tarefa, o que foi comprovado pelas imagens captadas por câmeras no interior do prédio. O vídeo mostra Diane entrando no local passado das 21 horas de sábado. Com ajuda de outra funcionária, ela procura o comprovante do jogo e se desespera ao constatar que havia se esquecido de fazê-lo.

O extraviamento do bilhete do bolão levou o delegado do caso a considerar a
possibilidade de fazer uma acareação entre os envolvidos na polêmica, como forma de esclarecer dúvidas, entre elas o número de pessoas que teriam jogado. O dono da lotérica, José Paulo Abend, afirma que foram vendidas 35 das 40 cotas.

Até agora foram ouvidas 24 pessoas e registradas 27 ocorrências. Ou seja, ainda falta oito pessoas se manifestar. Ontem depuseram mais três funcionárias da lotérica, entre elas Paula Figur. Ela afirma que Diane era uma boa colega e não apresentava problemas, mas depois do que aconteceu não fala mais com elas. Silva voltará a analisar o vídeo da lotérica. "Se eu achar que for necessário vou enviar para perícia sim", avisa o delegado.

Delegado quer a lista de apostadores do jogo

O titular do caso, delegado Clóvis Nei da Silva, solicitou ao proprietário da Lotérica Esquina da Sorte, José Paulo Abend, uma lista com nome e telefone de todas as pessoas que compraram o polêmico bolão. A relação estaria com Abend, mas o delegado diz não ter conseguido acesso. "O número de 35 apostadores é muito relativo. Só vamos teraquantidade real de pessoas que apostaram quando ouvirmos o depoimento delas" , analisa.

O delegado também afirma que na próxima semana espera receber um posicionamento da Caixa Econômica Federal, para ver quem irá representar o banco
na delegacia. Depois que todos forem ouvidos, inclusive alguns apostadores que ainda não foram chamados, o delegado pretende fazer uma acareação ou seja, colocar frente a frente alguns envolvidos para ver se há contradição nos fatos. A hipótese de estelionato não está descartada. Silva explica que só no final do inquérito, no dia 23 de março, poderá responder se houve ou não má fé.

Imagens serão anexadas a processo da Caixa

A Assessoria da Caixa Econômica Federal em Porto Alegre afirma que as imagens da funcionária da lotérica em vídeo dentro do estabelecimento vão ser anexadas ao processo administrativo que o banco instaurou, mas isso não compromete o banco a pagar as dívida com os apostadores. O prazo para o proprietário da lotérica, José Paulo Abend, apresentar sua defesa para a Caixa termina na segunda-feira.

Suspensão é apenas para alguns serviços

A assessoria ressaltou que houve apenas uma suspensão temporária dos serviços da Caixa na Lotérica Esquina da Sorte, mas se o proprietário quiser continuar vendendo outros produtos no local pode reabrir a qualquer momento. Depois de apresentada a defesa de Abend, a Caixa irá analisar se é possível reabrir o local e até mesmo se será aplicada alguma penalidade ao estabelecimento. O dono do local argumenta que não abriu o estabelecimento por questões de segurança.

Apostadores devem mover ação semana que vem

Vinte e um dos 35 apostadores do bolão da Mega-Sena, concurso 1155, sorteado sábado passado, devem entrar com ação contra a Caixa Econômica Federal e a Lotéria Esquina da Sorte na próxima semana. A informação é dos escritórios de advogacia contratados pelo grupo.






5 Comentários
luiz zimmer
Novo Hamburgo, 01/03/2010 às 08:54
Comentário bloqueado por não estar de acordo com as regras do site.
Gladimir Roberto da
Novo Hamburgo, 28/02/2010 às 01:23
Essa lotérica não fazia o fechamento de caixa? No fechamento de caixa veriam que os bolões vendidos não foram jogados. A versão do esquecimento deve ter sido arquitetada pelo advogado.
C.O.M.
Novo Hamburgo, 28/02/2010 às 00:57
Essa funcionária pode ter sido comprada pelo dono da lotérica, vai ver q com toda essa confusão o pai dela iria perder o comprovante do jogo.Pq ela só foi à lotérica passada das 21 horas?????Esse foi o tempo q eles tiveram para bolar um plano para não serem culpados. (...)
Adriane
Novo Hamburgo, 27/02/2010 às 14:22
Mas essa funcionária vive com a cabeça na lua pelo jeito. Esquece de registrar o jogo, perde o bilhete do pai. Onde está a responsabilidade? Vai ser difícil ela se empregar de novo, porque patrão nenhum quer funcionário incompetente.
Novo Hamburgo, 27/02/2010 às 10:44
este video mostrado pelo o dono da lotérica pode ser encomendado, quando soube que não havia validado o jogo e o prêmio havia saído combinou com a funcionária para ir até a lotérica e se fazer de desesperada por não ter feito o jogo, assim o proprietário se safaria de estelionato apresentando o vídeo.
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