Investigação - 05/02/2010 11h11
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Promotor e delegado juntos no interrogatório de acusado de estelionato

Advogado de um dos denunciados diz que rapaz tem álibi que o inocenta.


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Da Redação

Gramado  - Confirmando o que havia anunciado na última semana, o promotor de Justiça de Gramado, Antônio Képes, esteve, pessoalmente na Delegacia de Polícia, na tarde de terça-feira, e ao lado do delegado Gustavo Celiberto Barcellos, participou do interrogatório de Marcos Leandro da Rosa Borges, o Pretinho, acusado de envolvimento no golpe de estelionato que atingiu inúmeros empresários de Gramado. Também esteve presente o advogado de Pretinho, Ademir Campana, que na última semana divulgou nota repudiando a ação do Ministério Público e da Polícia Civil.
Antônio Képes lançou um desafio para Pretinho e Campana, dizendo que aguardava com ansiedade a confirmação de que o suspeito tinha interesse em auxiliar a Justiça neste caso. Porém, o promotor ouviu do advogado que esse interesse não existiria mais, uma vez que Pretinho já está em liberdade.
Durante o decorrer do inquérito, a defesa acenou com a possibilidade de utilizar a delação premiada, que está prevista em lei e pode beneficiar um réu em caso de repasse de informações que auxiliem nas investigações. "Agora, comprovamos que o advogado estava faltando com a verdade, quando informou que seu cliente estaria disposto a cooperar com as investigações", disse o promotor. Képes também informou que jamais faria uma negociação desse tipo, mesmo que prevista em lei. "Trata-se de um pessoa perigosa, que coloca em risco a sociedade. Ele é um líder de quadrilha", afirma.
Quanto à probabilidade de participação de policiais militares no caso, o promotor informou que as investigações continuam, sendo que agora existe um direcionamento para os trabalhos, com vários indícios sendo averiguados.
INOCENTE
O advogado Daniel Gerber, de Porto Alegre, foi constituído para defender Marcos Vinicius da Silva Correa, um dos acusados de aplicar golpes contra empresários em Gramado. "Ele é inocente e tem álibis consistentes que comprovam que ele não tem qualquer participação nestes fatos", afirma o defensor.
Daniel também contesta notícia publicada na edição de sexta-feira do JG, informando que o advogado Ademir Campana havia obtido liminar no Tribunal de Justiça, permitindo a liberação dos acusados. O responsável pela liminar fui eu, impetrada em favor do Marcos Correa, o que acabou beneficiando os outros dois", comentou.
Ele acrescentou que "não temos o menor interesse em criticar o Ministério Público ou o delegado, assim como em fomentar denúncias contra policiais militares que jamais foram do convívio de meu cliente".






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