
Porto Alegre - Talvez alguns colorados sequer soubessem que o Inter estaria em campo pelo Gauchão menos de 24 horas após ter iniciado o confronto na pré-Libertadores. Muitos outros provavelmente não conheciam todos os jogadores que representaram o clube no Estádio Beira-Rio. Escalado com a gurizada sub-23, o time foi mal e perdeu para o Cerâmica por 2 a 1.
O Cerâmica chegou ao Beira-Rio, mesmo que o adversário estivesse em campo com uma equipe sub-23, quietinho, como azarão. Mas, de tijolo em tijolo, foi concretando uma vitória. Aos 16min, Cidinho recebeu e chutou: a bola bateu e voltou para ele como se tivesse encontrado uma parede resistente. Tal qual um bom pedreiro, ele não desistiu até ver a sua obra concluída, e chutou novamente para fazer 1 a 0.
O Inter corria para cá, para lá e não chegava a lugar algum. O time projetado por Osmar Loss falhava no planejamento das jogadas. Sem articulação, a obra colorada ficava parada. Seria uma influência direta do imbróglio das obras de modernização do Beira-Rio se estendo para dentro das quatro linhas?
O time de Gravataí, de forma humilde e competente, aproveitava os diversos espaços deixados pelo inexperiente time colorado e ia erguendo a sua vantagem. Aos 31min, Rogerinho, da meia-lua da grande área, cobrou falta no ângulo direito de Agenor: 2 a 0. O lance foi gerado após o zagueiro Romário mostrar que, do “baixinho”, só tem o nome. Ele errou a cabeça na bola, fez a falta e sujou a louça.
A gurizada colorada parece ter tomado um energético no intervalo e voltou mais animada. Aos 8min, após cobrança de falta de Lima, o atacante Thiago raspou de cabeça e, numa defesa iluminada, o goleiro Cesar Luz fez a defesa. Lima mostrou que os gols de bola parada pelo Paraná Clube em 2010 não eram por acaso. Aos 15min, da intermediária, com a perna esquerda ele colocou no ângulo: golaço. O empate só não veio aos 24min porque Augusto, de cabeça dentro da pequena área, errou de forma bisonha. Esta foi a primeira vitória na história do Cerâmica na Série A do Gauchão.
Um novo argentino
O meia Dátolo foi apresentado oficialmente ontem no Beira-Rio. Ele fez questão de afirmar que não estava chegando para substituir ninguém, sobre a possibilidade de saída de D’Alessandro. Dátolo disse também que pode atuar tanto pelo lado esquerdo quanto direito, como meia ou atacante. “Vou estar às ordens do técnico e quero dar uma mão para a equipe, fazer o meu melhor.” Ontem o empresário de D’Alessandro, Matias Aldao, se reuniu com dirigentes colorados em Porto Alegre. O Inter propôs um reajuste de quase 100% ao argentino para que ele permanecesse no clube e não fosse para o Shanghai Shenhua, da China.