

Esteio - Em mais um dia da maior feira de agronegócios da América Latina, a chuva apareceu com força total e sem dar trégua durante o toda a tarde de quinta-feira. Mesmo assim, o tempo não afastou centenas de pessoas que aproveitaram as atrações de mais um dia de feira. Enquanto alguns foram até as pistas de provas outros aproveitaram para ir às compras nos pavilhões cobertos. Quem optou por procurar por artesanato ficou encantando com a 27ª Expoagas.
Criatividade e bom gosto reunidos nos estandes de artesãos de todo o Estado. Os trabalhos iam desde os mais corriqueiros como pulseiras e brincos até materiais trabalhados como arte em porcelana e até carrinhos de madeira para as crianças. Passeando pelos estandes, Adrisse Freitas, de Fortaleza, ficou encantado com os pássaros feitos com jornal em uma banca de Alvorada. "No ano passado eu tinha vindo e já havia me chamado atenção. Agora quero ver um jeito de levar sem quebrar", conta. O proprietário do estande, Ademar Alves Neymann conta que sua esposa é quem produz o material e que a procura é sempre grande. "Tem um senhor que todos os anos nos procura aqui na Expointer para levar em torno de 50 aves para Paris", conta.
Criação e arte para todos os gostos
O que não faltou durante a feira de artesanatos foi novidade e peças curiosas. Em um dos estandes, além de várias peças de lã expostas para venda, a tecelã Maria Terezinha Leuck, de Imbé, roubava a cena tecendo no meio da feira. "Assim as pessoas podem encomendar uma peça de manhã que no final da tarde já está pronta´, conta. A artesã diz que o trabalho é feito há 8 anos em conjunto com o marido que produz o tear. "Ele faz, eu vendo e dou cursos para quem quiser aprender", explica.
Enquanto conversa com as clientes, ela já vai dando jeito nas peças encomendadas, levando de quatro a cinco horas para dar forma a um belo pala tipicamente gaúcho. Em outro ponto da feira, outro casal, dessa vez vindo de Alegrete, produzia miniaturas de cenas do campo em madeira, gesso e até mesmo papel machê. Marco Cardona e Cláudia trabalham na área há 15 anos. "O artesanato é algo que está sempre mudando. De todos os lugares surgem ideias para novas criações." Assim como a arte dá espaço para novos trabalhos, também não para de aumentar o número de clientela. Fugindo da chuva, a pecuarista de Rosário do Sul Andrea Irion Ribeiro, aproveitou enquanto o marido cuidava da pecuária para admirar as peças.
Foto: Tiago da Rosa/GES