
Gramado - Uma semana após o trágico acidente que vitimou a canelense Maria Eduarda Amaral Tegner, de sete anos, que morreu eletrocutada ao encostar num cabo de aço que sustentava as redes de luz e telefonia, o JG percorreu alguns bairros de Canela e Gramado para verificar se há situações de risco semelhantes. A reportagem fez o registro de cinco casos em áreas onde existe circulação de pedestres, além de ouvir o que orientam as Prefeituras e trazer dicas para evitar novos desastres.
O que fazer ao encontrar fios soltos
Em Canela, a orientação do secretário de Obras substituto Luiz Cláudio da Silva é de que as pessoas entrem em contato com a Brasil Telecom ao encontrarem fios telefônicos próximo ao chão, pelo telefone 10314.
Ao verificarem cabos de energia em igual situação, o procedimento a ser feito é ligar para a RGE, pelo 0800.970.0900. Reclamações também podem ser levadas para a secretaria.
Em Gramado, conforme o titular da pasta de Obras, Rafael Ronsoni, além de reclamações para as companhias responsáveis pela telefonia e energia, a população pode procurar pelo setor Fala Cidadão no telefone (54) 3286.2500 ou na própria secretaria, pelo número (54) 3286.2549.
Dicas
GRAMADO
No bairro Várzea Grande, uma situação parece preocupante na Avenida 1º de Maio, na altura
da Travessa do Colégio, rua de acesso à Escola Estadual de Ensino Médio Caramuru. De um
lado da quadra existe um fio amarrado ao poste. Do outro lado, o cabo toca o chão bem em
frente à faixa de segurança.
Na área central da cidade a reportagem encontrou novamente uma situação de risco próxima a educandários. Há um fio enrolado encostado ao chão junto a um canteiro da Rua São Pedro, perto das escolas Santos Dumont e CNEC.
CANELA
A primeira parada foi no bairro onde residia Maria Eduarda, na Vila do Cedro.Um caso foi constatado em trecho no início da Rua Érico Veríssimo. No local, em um terreno baldio próximo a várias residências, há um um fio da rede telefônica enrolado ao poste que toca o chão, configurando situação idêntica a que resultou na descarga que tirou a vida da criança.
Perto dali, no bairro Santa Teresinha, o fio telefônico de um poste na Rua Assis Brasil está a cerca de 1,80 metro da calçada, bem em frente à entrada da garagem de uma residência na altura do número 780.
Na Rua Ignácio Saturnino de Moraes, junto ao Parque do Lago Willibaldi Rinaldo Dietrich - área
de lazer do município onde há intensa circulação de pedestres -, também há cordoália amarrada
ao poste.