Cotidiano - 25/08/2010 07h37
Atualizado em 10/04/2011 22h28

Semae gasta por ano cerca de R$ 3,6 milhões com manutenção

Serviço está concentrado na autarquia desde abril do ano passado em São Leopoldo.


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Adriana Tauchert/ Da Redação

São Leopoldo  - O Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) investe cerca de R$ 300 mil em manutenção todo o mês. Em alguns meses, no entanto, supera a média como possivelmente irá ocorrer até o final deste mês, quando a projeção é de R$ 450 mil em gastos com manutenção. Apenas uma das obras que está sendo finalizada na Avenida Imperatriz custará cerca de R$ 100 mil. Na última segunda-feira, o diretor da autarquia, Ronaldo Vieira, apresentou o balanço do Programa de Melhorias em Drenagem Urbana e Esgotos. Com serviço de manutenção estão sendo gastos por ano cerca de R$ 3,6 milhões. "É uma conta alta’’, afirma o diretor.

Desde abril do ano passado – quando o Semae passou a incorporar serviços de três secretarias (Seleste, Senorte e Semov) – até dezembro, o serviço recebeu 4.869 ordens de serviço, sendo que 3.638 foram concluídas. Entre concluídas e canceladas (quando o pedido é duplo), 81,33% da demanda foi atendida. De janeiro até julho de 2010, já são 3.577 ordens de serviço. Concluídas já foram 2.378, o que representa um percentual de 68,07%, somadas as 57 ordens canceladas. Na comparação do quadrimestre abril a julho de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 houve um aumento de 208 pedidos para serviços de manutenção. Em média são 500 ordens de serviço por mês. Se considerados 22 dias úteis, são cerca 22 pedidos de serviços novos ao dia de um universo de 55 mil economias.

Erosão e desobstrução

Das ordens de serviço, os pedidos em relação a erosão (buracos nas ruas e calçadas) e desobstrução da rede são os mais frequentes. Representam entre 60 e 70% das ordens de serviço. Na tarde de ontem, uma equipe do Semae e de uma empresa terceirizada estiveram no Jardim América, para uma desobstrução de rede. "Árvores plantadas sobre a rede e uma ocupação irregular estão trancando a canalização’’, explicou a titular da Coordenadoria de Drenagem, Rosemari Marcelino da Silva.

Moradora aguarda serviço

Enquanto assistia o trabalho da equipe, no bairro Jardim América, a aposentada Terezinha Marcos Correa, 74 anos, relatava que em frente a sua casa também há um problema na rede, pois já ocasionou erosão em dois locais. "Minha nora já protocolou o pedido do Semae’’, informou. O gerente de microdrenagem do Semae, Fábio Leandro diz que o problema da aposentada também será resolvido, assim que for concluída a colocação da nova rede, no local onde ocorreu a desobstrução ontem. Será necessária a substituição de 60 metros de canos.

As obras

- Avenida Imperatriz - Foi feita uma nova caixa, maior e de concreto. A antiga era menor e era de tijolos. A água da lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água (ETA II) passa pelo local e, como a água tem pressão é que em grande quantidade, estava provocando um vazamento na antiga caixa, atingindo uma área próxima e ocasionando um problema para moradores de um residencial. Também houve a troca de tubulação. A obra em si está concluída, mas o trânsito no local só será liberado daqui cerca de 10 dias, após refeito o asfalto. Foi orçada em 70 mil, mas deve ficar em R$ 100 mil.

- Rua Orestes Canosa, bairro Santa Teresa - Está sendo feita uma nova rede de drenagem. A obra iniciou na semana passada e a previsão de conclusão é sexta-feira. Obra orçada em R$ 45 mil

- Rua Dietrich Hilbk, bairro Jardim América - Rede nova para solucionar problemas de alagamento na Avenida Mauá. Obra em fase de acabamento. Orçada em R$ 46 mil

- Rua Amadeo Rossi, Morro do Espelho - Extensão da rede cloacal - Obra custou R$ 40 mil e foi concluída há duas semanas

- Rua Umbu, Loteamento Santo Antônio - Substituição de rede de 60 metros. Serviço já concluído. Custo da obra: R$ 37 mil

Comunidade da Feitoria insatisfeita

Apesar das obras de manutenção que estão sendo feitas pelo Semae, moradores da Feitoria não estão satisfeitos com os serviços prestados. Eles reclamam da cobrança de R$ 17,40 da taxa de tratamento de esgoto e garantem que não há tratamento, já que o Arroio Peão está recebendo, em diferentes pontos, esgoto cloacal. O diretor do Semae, Ronaldo Vieira, diz desconhecer essa informação, reforçou que o esgoto é tratado e que equipes irão verificar esses pontos no Arroio Peão e a possibilidade de conectá-los à rede.

Os pontos onde o esgoto é jogado no arroio, de acordo com os moradores, são no final das Ruas Érico Veríssimo, Vila Lobos, Singapura e Malta. Ainda existiria outra galeria na Rua Angola, mas que não vai para o arroio e outros dois na Estrada do Quilombo.

O operador de empilhadeira Luis Neves da Cruz, 43, mora na Rua Singapura e está incomodado por pagar a taxa sem ter certeza de que o tratamento é feito. "No verão, por causa do calor, o que mais tem por aqui é rato’’, contou ele, que se preocupa com a saúde das pessoas. "Em cada ponto do arroio, a água se torna turva e o cheiro é quase insuportável."

Ato público

Moradores pretendem fazer um ato público no próximo sábado, dia 29, às 9 horas, na Avenida Integração. O objetivo é chamar a atenção para o caso, com faixas e distribuição de panfletos. Na reunião feita na sexta, o vereador Fernando Henning apresentou uma contraproposta: seria cobrado R$ 10,50 por 15 metros cúbicos. Para gastos maiores seria cobrada uma taxa única de 14 reais. Também não foi aceita.

Ordens de Serviços

2009

Abril - 275
Maio - 539
Junho - 398
Julho - 419
Agosto - 648
Setembro - 624
Outubro - 542
Novembro - 871
Dezembro - 545
Total: 4.869
Concluídas: 3.638
Canceladas: 322
Percentual ordens atendidas e canceladas: 81,33%
* uma ordem é cancelada quando ocorre uma mesma solicitação, por morador diferente

2010
Janeiro - 649
Fevereiro - 561
Março - 529
Abril - 422
Maio - 418
Junho - 476
Julho - 523
Total: 3.577
Concluídas: 2.378
Canceladas: 57
Percentual Atendidas e Canceladas: 68,07%

Fonte: Semae

SAIBA MAIS

O custo para a reforma de uma boca-de-lobo que teve a sua estrutura danificada é de R$ 450,00

Aumento da demanda

Segundo o diretor do Semae, o aumento da demanda de abril a julho de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado, pode estar relacionada às chuvas intensas e temporais no final do ano passado. "Sentimos reflexos imediatos, mas em outros casos nem sempre os reflexos são imediatos’’, afirma. Outro fator apontado por Vieira é o fato da tubulação ser antiga e a cada ano vai ocasionando mais problemas e também a própria questão dos serviços a partir de abril estarem centralizados no Semae.







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