Clima - 09/03/2010 07h16
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Depois do alerta no Estado, alívio pela chegada do ciclone no mar

Fenômeno deve ter mais intensidade nesta terça, com chuvas fortes e ventos no litoral.


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Andréa Oliveira e Laura Píffero/ Da Redação

Novo Hamburgo  - O alerta de chegada de um ciclone subtropical à região Sul do País perdeu força ontem, quando a MetSul Meteorologia confirmou que o fenômeno não deve atingir terra firme. Postando-se entre 200 e 400 quilômetros do litoral gaúcho e catarinense, o ciclone terá seus efeitos reduzidos significativamente na costa, o que causou alívio entre os representantes da Defesa Civil no Estado.
Mesmo assim, alguns de seus efeitos já começaram a ser sentidos ontem - como a elevação do nível do mar e o aumento na altura das ondas - e outros devem chegar com mais intensidade hoje, como as chuvas fortes e ventos no litoral Norte do RS e no sul de SC.

Na região, a previsão é de pancadas de chuva em pontos isolados. As temperaturas não devem variar muito, ficando a mínima perto dos 20 graus e a máxima em 30 graus.

Nada de entrar na água

A Defesa Civil do Estado enviou reforço de duas equipes para o litoral Norte, na manhã de ontem. Os profissionais irão orientar as pessoas quanto aos perigos do mar durante essa semana, já que o ciclone não chegará em terra, mas provocará efeitos nas águas do litoral, como o aumento na altura das ondas, que podem chegar a até cinco metros na costa e a até sete metros em alto mar. "Estamos em alerta máximo, caso ocorra um desastre significativo", afirmou o subchefe da Defesa Civil no Rio Grande do Sul, major Aurivan Chiocheta.

QUAIS OS efeitos?

- De acordo com a MetSul Meteorologia, o fato do ciclone subtropical não atingir a costa miniminiza os efeitos do fenômeno em terra firma. No litoral, as ondas podem variar entre 3 e 5 metros de altura. Em alto mar, podem chegar a 7 metros. Por isso, não é aconselhável entrar na água. Os ventos, no continente, podem chegar a até 80 quilômetros por hora. E em alto mar, existe previsão que fiquem entre 100 e 130 quilômetros por hora. Na região metropolitana e na Serra, o efeito maior é pancadas de chuva em pontos isolados.

Estragos do vento

- A Defesa Civil do Estado informa que os estragos que os ventos podem causar depende do lugar onde acorrem. Por exemplo, um vento de a partir de 88 quilômetros por hora no litoral, que é descampado, pode destelhar casas, estragar plantações e derrubar árvores. Já um vento de mesma intensidade em uma cidade com geografia de serra, que são protegidas por morros, o máximo que podem causar é um estrago na energia elétrica e queda de árvores muito antigas.

O fenômeno é raro?

- Sim. Os ciclones subtropicais são raros nesta época do ano. É mais comum na costa do RS e SC a formação de ciclones extra-tropicais. O ciclone que está atingindo o nosso Estado foi formado na costa do Espírito Santo, percorreu o litoral até o Sul, e não avança sobre o continente. A partir de amanhã ele deverá se afastar ainda mais em direção ao mar e ao Sul.

É o mesmo do rio?

- Não. De acordo com a MetSul Meteorologia, o ciclone subtropical que atingiu o Rio de Janeiro no sábado, matando seis pessoas, foi formado na costa de São Paulo. O que está atingindo o Rio Grande do Sul se formou no litoral do Espírito Santo. Vai passar pelo nosso litoral, a uma distância significativa, e deve se afastar a partir desta quarta-feira.

Como se classificam?

- Os ciclones são classificados em três tipos: extratropical, subtropical e tropical. Os ciclones extra-tropicais são aqueles que possuem ar frio em toda a sua extensão, da parte de cima até a base. Os tropicais possuem somente ar quente. Já os subtropicais, como este que está atingindo o litoral do RS e SC, é híbrido. Ou seja, possui ar quente na superfície e ar frio nas partes altas. Ao passar pelo Estado e se afastar ainda mais para o Sul do continente, ele deve se transformar em um ciclone extra-tropical.
Principais orientações:

CUIDADOS

- Evite a curiosidade e afaste-se do fenômeno

- Ficar longe do mar durante esses dias

- Evitar pescas e surfes

- Se abrigar em locais seguros e longe da areia

- Não se abrigar debaixo de árvores, pois há riscos de quedas

- Qualquer incidente pedir ajuda para a Defesa Civil da sua região ou Corpo de Bombeiros

SOCORRO
Defesa Civil do Estado
3210 – 4253 (horário comercial), 3210 – 4349 ou 3210-4219 (plantão)

Novo Hamburgo
Plantão no 9964-3869 e horário comercial: 3587-7863

Sapiranga
Corpo de Bombeiros: 3559-4735 ou 3559-4764
Defesa Civil: 3599-4499

Dois Irmãos e Ivoti
Corpo de Bombeiros - 193 ou 3564-5634

Campo Bom
Corpo de Bombeiros: 3597- 4630

Tramandaí e Imbé
Defesa Civil e Corpo de Bombeiros no 3661 - 1999, 3661 – 3100 (plantão 24 horas)

Osório
Defesa Civil e Corpo de Bombeiros: 3663-1020 e 3663-7992 ou 193

Capão da Canoa
193 ou 3665-3699 (se está na área da areia de Capão da Canoa)

Torres
3665 3699 (se está na área da areia de Torres)






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