Clima - 29/01/2010 15h08
Atualizado em 10/04/2011 22h26

Chuva já deixou 68 mortos e mais de 20 mil desabrigados e desalojados em Sã

A chuva começa a diminuir de intensidade em todo o estado, mas não se descarta novos temporais.


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Agência Brasil

São Paulo  - Balanço divulgado nesta sexta-feira pela Defesa Civil revela que chega a 68 o número de mortos em função da chuva no estado de São Paulo. Desde o dia 1º de dezembro, quando entrou em vigor a Operação Verão, a chuva já atingiu 143 cidades, deixando 52 feridos, três desaparecidos e 9.832 desabrigados (que perderam a casa), dos quais 5.161 continuam nessa situação. Ficaram desalojados (impedidos de voltar a casa) 19.855.

De acordo com a Defesa Civil, São Luiz do Paraitinga e Cunha continuam em estado de calamidade pública e 31 municípios estão em situação de emergência.

Na cidade de São Paulo a Defesa Civil informou que os bairros de Casa Verde, Jaçanã, Tremembé, Perus, Itaquera, São Miguel Paulista, São Mateus, Butantã, Lapa, Capela do Socorro, Parelheiros e Cidade Ademar estão em estado de atenção (quando os técnicos apenas observam as condições do local, sem tomar qualquer medida) apenas para deslizamento.

Estão em estado de alerta (quando os técnicos já começam a definir as medidas possíveis para sanar o problema) para deslizamento os bairros de Freguesia do Ó, Pirituba, Jaraguá, Santana, Aricanduva, Vila Formosa, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaim Paulista, Penha, Cidade Tiradentes, Vila Prudente, Campo Limpo, Ipiranga e M´Boi Mirim.


Na capital não há pontos de alagamento, segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). De acordo com o meteorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira, na capital paulista continua chovendo, mas não há previsão de temporais, o que torna baixo o risco de alagamentos. Ele não descartou, porém, o risco de deslizamentos, já que o solo está encharcado e continuará chovendo nos próximos dias.

No interior do estado a situação ainda é complicada, porque além de não parar, a chuva é de maior intensidade, então ainda há risco de alagamentos e deslizamentos. Entretanto, o meteorologista informou que a partir desta sexta-feira a chuva começa a diminuir de intensidade em todo o estado, com trégua maior no interior. Na próxima semana, a capital volta a ter sol e o calor e chuva no final da tarde e à noite, condição típica de verão. Mesmo assim, não se pode descartar os temporais localizados.

De acordo com o Inmet, janeiro de 2010 pode bater o recorde de chuva para o mês em São Paulo, superando o índice registrado em 1947 quando choveu 481 milímetro. Do dia 1º até hoje choveu 474,6 mm (cada milímetro é igual a um litro de água por metro quadrado), o que segundo o Inmet indica que o mês pode fechar com um número maior ainda do que o de 1947.

Os meteorologistas do Inmet atribuem o excesso de chuva ao fenômeno El Niño, o aquecimento da água no Oceano Pacífico, que altera o regime de chuva no Sul e no Norte do país, o que influencia também no Sudeste, já que a área de instabilidade na região Norte se associa com a frente fria e converge para a região Sudeste, principalmente para São Paulo, provocando chuvas fortes para o estado.




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