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05 de Fevereiro de 2012 - 20h23

Homenagem póstuma sem graça

Por Martin Behrend

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Em 26 de janeiro, completou um ano a trágica morte de Luiz Carlos Lima, 50 anos. Ele foi atingido, dentro de seu caminhão, por eucalipto às margens da BR-116. No meio de um temporal, o motorista hamburguense decidiu encostar seu caminhão no acostamento - no trecho de Novo Hamburgo - e esperar a tempestade passar. Quis o destino que um eucalipto tombasse exatamente sobre a cabine de seu caminhão. Lima faleceu na hora.

Neste domingo, pouco mais de um ano após a fatalidade, alguns funcionários estiveram na BR-116 cortando outros eucaliptos ao lado do local onde estava o “eucalipto assassino”. Sabe-se que a família acionou judicialmente DNIT e Prefeitura, cobrando indenização pela responsabilidade de cuidar dos terrenos às margens da rodovia.

Foi preciso esperar mais de um ano para que as autoridades tomassem alguma providência. Se não eram risco aos usuários da BR-116, por que cortaram os eucaliptos agora? E se era risco, por que demoraram tanto pra cortar? Este é o tipo de homenagem póstuma sem graça.

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