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Encontro Brasil-Alemanha

Encontro Econômico Brasil-Alemanha estima US$ 10 milhões em negócios

Evento acontece na Fiergs, em Porto Alegre, e terá mais de 400 rodadas de negócios
13/11/2017 15:11 13/11/2017 15:39

Amilton Belmonte/Amilton Belmonte/GES-Especial
Abertura do encontro entre lideranças Brasil-Alemanha, ocorreu na manhã desta segunda-feira, na Fiergs, em Porto Alegre

Com 2.600 inscritos e clima de entrelaçamento o 35º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) teve abertura oficial nesta segunda e segue até esta terça-feira nos pavilhões do Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. Com mais de 80 expositores dos dois países e 97 empresas alemãs e 532 brasileiras inscritas, o EEBA tem uma estimativa de mais de 400 reuniões de negócios e 10 milhões de dólares em resultado das possíveis parcerias empresariais em setores como alimentos, couro e calçados, energias renováveis, química e petroquímica, saúde e tecnologia da informação e comunicação.

“Somos parceiros de quem quer investir aqui e este encontro materializa oportunidades concretas de negócios”, exaltou o governador José Ivo Sartori, último a falar na longa cerimônia de abertura do encontro, que durou três horas e teve direito a shows e apresentações artísticas.

Lembrando das recentes parcerias com o germânico Medical Valley, Sartori enumerou que 190 empresas gaúchas integram hoje o cluster de tecnologias para a saúde, com base no Vale do Sinos. “E aqui há capacitação técnica, mão de obra qualificada e ambiente favorável”, frisou, ressaltando ainda para os R$ 300 milhões que serão investidos pela alemã Stihl na sua unidade de São Leopoldo. Presidente para a América Latina da Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e integrante do Conselho Administrativo da Volskwagen, Andreas Renschler enfatizou que o desafio para Brasil e Alemanha é a digitalização das sociedades, um pressuposto para a competitividade. “Da indústria 4.0, com volume de dados que pedem mais estruturas que ainda não existem. As nuvens de dados não respeitam fronteiras, mas faltam padrões comuns a esse mundo digital, sobretudo para proteger empresas de porte médio e inovadores”, sublinhou Renschler, que disse ainda ter convicção de que o Brasil sairá da crise.


Baixar tributos e aumentar competitividade

Vice-ministro do Ministério de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Mathias Maching destacou que o avanço na relação bilateral de comércio entre os dois países passa por regras claras e segurança jurídica. “Precisamos acelerar para o desenvolvimento e o crescimento e retirar barreiras protecionistas”, ressaltou, lembrando que a conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC), que acontece em dezembro próximo em Buenos Aires, na Argentina, é a chance de avançar na criação da zona de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, desenhada há mais de 15 anos, mas ainda no campo das intenções. Maching também criticou o acordo de bitributação existente hoje entre os dois países e que onera os empresários. Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade frisou que é preciso rever essa bitributação. “É uma medida prioritária para aumentar a competitividade e a segurança jurídica”, frisou, ilustrando que a Alemanha é o sétimo destino das exportações brasileiras e o quarto fornecedor em importação.

Visita ao Tecnosinos

Diretor-executivo do Tecnosinos, em São Leopoldo, o professor Luís Felipe Maldaner confirmou que às 14h30 desta terça uma comitiva de empresários alemães irá conhecer as instalações do centro tecnológico. Visita técnica que se explica pelo município ser o berço da colonização alemã no Brasil e o Tecnosinos uma referência nacional. “Será uma visita de duas horas. Numa primeira hora mostraremos empresas do parque e na segunda hora teremos uma visita a SAP, que é uma empresa alemã. Da nossa parte a oportunidade é muito grande, porque recebendo esse visita técnica mostraremos in loco o ambiente e isso faz a diferença”, destaca Maldaner, ilustrando que o Tecnosinos, em parceria com outros cinco parques tecnológicos gaúchos e duas incubadoras, está com um stand no EEBA. “Pra mostrar o ecossistema gaúcho de inovação, pra mostrar que aqui tem futuro”, enfatiza.

Chance para o Vale do Sinos

Secretário-executivo do Sindicato das Indústria do Plástico no Rio Grande do Sul (Sinplast) e participando pela quarta vez do EEBA, o hamburguense Gilberto Mossmann entende que haverá aproximação de negócios com o Vale do Sinos a partir do encontro, seja pela característica da região e sua interface com a Alemanha, em maquinário da área calçadista, e pelas empresas da Alemanha que já estão na região. “Podemos atrair mais investimentos de lá pra cá na tecnologia, na informática. Já estão presentes em São Leopoldo, mas também pode se estender ao Feevale TechPark. Daqui pra lá queremos vender sempre pra eles. Já temos uma boa entrada com o produto básico da região, que é o calçado. Mas acho que hoje o Brasil pode oferecer a preços mais acessíveis algumas coisas como componentes, que antes não eram oportunidade”, exemplifica. Diretor de Relações Institucionais da Associação Comercial e Industrial (ACI), de Novo Hamburgo, Marco Kirsch pontua que o EEBA chega num momento singular ao Brasil e ao Estado. “Um momento de virada, que se consolida com estabilidade, num ano que antecede eleições democráticas, uma firmeza maior do arcabouço tributário que esperamos e que tornam-se atrativos inequívocos para o investidor, pra manutenção do negócio e estreitamento das relações comerciais”, destaca, situando que os diferenciais do Vale do Sinos aos alemães estão em setores como tecnologia, borracha, química, sistema de redes, nanotecnologia e que pode ser desenvolvido em conjunto.

Brasil nos trilhos

O comércio bilateral entre Brasil e Alemanha gerou de janeiro a outubro deste ano um total de US$ 11,7 bilhões. Buscando atrair os investidores alemães e estrangeiros, o governo brasileiro lançará ainda este ano o programa Rota 2030, que está sendo chamado de nova política automobilística. “Com boas oportunidades de negócios aos alemães, que são experts no setor de transportes. Quando a indústria 4.0 a ideia é lançarmos o que entendemos de política para este setor no Forum Econômico Brasil-Alemanha, em março do ano que vem”, destacou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmando ainda que a zona de livre comércio entre Mercosul e União Europeia é meta do governo Michel Temer e que o Brasil voltou aos trilhos do crescimento, citando o superávit da balança comercial previsto para este ano, de US$ 70 bilhões, ante os US$ 47 bilhões de 2016.


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