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De janeiro a outubro

Na região, São Leopoldo foi a cidade que mais abriu vagas de emprego

Tramandaí teve o maior número de fechamentos, mas o saldo geral da região é positivo
26/11/2017 17:21 26/11/2017 17:21

Sinais de que a luz no fim do túnel é concreta estão sendo emitidos também em uma área pra lá de sensível aos brasileiros: o emprego. Dados do Cadastro Geral de Emprega- dos e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que outubro apresentou crescimento de 0,20% no emprego em relação ao mês anterior, o que significa um crescimento de 76.599 vagas de trabalho. O indicador é o melhor dos últimos quatro anos para o período analisado. Num recorte sobre os 497 municípios gaúchos, o saldo foi a abertura de 8.084 vagas com carteira assinada em outubro, o quinto maior do Brasil. Decorrente de 84.447 admissões e 76.363 demissões.

A região também apresenta reflexos dessa melhora. O saldo da empregabilidade de janeiro a outubro deste ano, em 47 cidades abrangidas pelo Grupo Editorial Sinos (GES), mostra a abertura de 8.090 novos postos de trabalho, ante o fechamento de 2.671 - portanto, o saldo ficou em 5.419. “Isso se deve a várias políticas implantadas ao longo do ano pelo governo para tentar melhorar a questão de emprego. Esses números de outubro representam melhorias em serviços, indústria. E pro final do ano, aquece principalmente em setores como comércio e serviços, que criaram muitas empresas pras festas de final de ano, o que nota uma preparação do mercado para essa retomada”, destaca a economista e professora da Feevale, Kátia Isse. Para ela, o cenário de desemprego agudo nos dois últimos anos começa de fato a dar adeus, com a perspectiva de que os índices de melhoria ganhem ainda mais consistência a partir do próximo ano. “Algumas questões da reforma trabalhista, como o teletrabalho, a jornada parcial, onde só houve nova regulamentação, e a contratação intermitente, que entrou em vigor agora, vão aquecer o mercado e gerar mais vagas de emprego ao longo de 2018 e 19”, projeta Kátia.

Os primeiros dez meses

Foram 5.419 empregos na região. 

Quem perdeu

O fechamento de postos de trabalho foi puxado por Tramandaí. Foram 715 vagas fechadas, 364 no comércio e 285 em serviços.

Quem ganhou

São Leopoldo foi o destaque: 1.484 vagas, puxadas principalmente pelos setores de serviços (992 vagas), indústria da transformação (260 vagas) e construção civil (189).

O pior da crise já passou

Pontuando que os números do emprego estão longe do ideal, Kátia Isse enfatiza o que considera uma clareza do momento. “O pior da crise já passou. Não temos números maravilhosos, mas as novas políticas estão sendo criadas para gerar novas vagas. E como diz o próprio Caged não há justiça social melhor do que o emprego”, exalta. Ela argumenta que a mudança na legislação trabalhista fará com que as empresas se sintam mais seguras nas contratações. “Com mais segurança jurídica, vai criar boas vagas”, projeta Kátia, que prevê uma alavancagem na indústria calçadista com a maior estabilização da moeda e a melhora no Vale do Sinos e região metropolitana em áreas como Comércio e Serviços. “Que tendem a se fortalecer e voltar a respirar”, enfatiza.

Sinal vermelho no Estado

No Rio Grande do Sul, mas entre novembro de 2016 e outubro deste ano, ou seja, em 12 meses, o sinal ainda é vermelho. No total, 20.032 postos de trabalho deixaram de existir. Já o desempenho positivo de outubro foi puxado pelas expansões no Comércio (4.705), na Indústria da Transformação (1.906) e nos Serviços (1.534). Em contrapartida, a Construção Civil negativou, com -897 vagas. Segundo o Caged, o interior do Estado foi responsável pela abertura de 6.551 empregos em outubro, 81% das 8.084 vagas com carteira assinada criadas no RS.

Cenário ainda pede cautela

Economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e coordenadora da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED) para a região metropolitana, Virgínia Donosso é cautelosa ao analisar os nú- meros de outubro do Caged. “Tivemos na região metropolitana a criação de 1.533 postos de trabalho, o que não é um número tão expressivo pro tamanho da nossa região”, ilustra ela. Mesmo que considere o sopro de retomada positivo, Virgínia adverte: “O momen- to ainda é de muita incerteza e indecisões. A reforma trabalhista aprovada e que iniciou no último dia 11 ainda está sendo pesada, com empresas definindo diagnósticos de empregabilidade”, observa.

Pontos de interrogação

A economista Virgínia Donosso lembra que a PED de setembro na região metropolitana revelou taxa de desemprego de 10,3%, considerada relativa- mente estável. Todavia, esse indicador pode piorar para a pesquisa de outubro, que será revelada na próxima quarta. Pode ser afetado pelas incertezas do mercado quanto ao posicionamento das empresas a partir da entrada em vigor da reforma trabalhista e do ano político de 2018. Ela inclusive ressal- ta os pontos de interrogação quanto ao que trará esta mudança. “Precisaríamos fechar o ano e ver qual a decisão das empresas frente a essa flexibilidade do novo texto, algo que elas tanto almejavam, e como vão usar isso no trabalhador”, argumenta.

Ficar no emprego e se qualificar

Se o período é de retomada tímida do emprego, a dica para quem está empregado ou buscando colocação é ter os dois pés no chão e se qualificar. “E segurar em tudo que puder, pois as dúvidas quanto à reforma seguem. Pra quem está empregado, a dica é manter, quem puder, a qualificação. E há ainda as complicações no Estado como o parcelamento salarial do funcionalismo, que irradia na economia”, observa Virgínia Danosso. Já as mudanças contínuas nas próprias profissões são lembradas por Kátia Isse. “É preciso trabalhar qualificação em idiomas, informática. Se não fizer faculdade, faz um tecnólogo, um EAD. Tem é que tentar se manter qualificado e buscar área específica”, acredita Kátia.

Varejo otimista

Otimismo e satisfação. É o olhar da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) aos dados de outubro do Caged, com base nos 8 mil novos postos de trabalho gerados no Estado em outubro. “Esse é um período importante para todos os lojistas, pois além da já tradicional movimentação das compras de Natal, o comércio aproveita-se de promoções como a Black Friday. Tudo isso acaba sendo um fator para geração de contratações temporárias, o que serve para alavancar não só o segmento, mas a economia como um todo”, diz o presidente da FCDL- RS, Vitor Augusto Koch.


Jornal de Gramado
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