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Entrevista da Terça

O pedreiro que luta pelos direitos dos servidores

Nairton Laucksen é presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Gramado
14/11/2017 14:11 14/11/2017 14:17

Ilton Müller/GES-ESPECIAL
O pedreiro Nairton Luiz Laucksen, 48 anos, é presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Gramado
Servidor público concursado desde 2006, o pedreiro Nairton Luiz Laucksen, 48 anos, é presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Gramado, eleito pela primeira vez em 2008. Natural de Colorado, no Noroeste do RS, é casado com Jane Estela Leivas, que conheceu em Gramado. No concurso público, ele se classificou em primeiro lugar na função de pedreiro. Como sindicalista se orgulha das conquistas da categoria, como a sede própria (adquirida em 2014) e benefícios como assessoria jurídica, convênios médico e odontológico, entre outros. “Não perdemos nenhum direito”, orgulha-se.


Como tu te tornou servidor público?
Vim da minha cidade em 2000 para trabalhar num sítio na Linha Brasil (interior de Nova Pétrópolis). Em 2002 comecei a trabalhar na construção civil, fazendo obras em Gramado. Em 2006 fiz concurso para pedreiro na Prefeitura de Gramado e passei em primeiro lugar. Fui chamado logo e comecei a trabalhar na Secretaria de Obras em novembro de 2006.

E como começou no sindicalismo?
Foi de forma natural; sem planejar nada. Em 2008 a administração municipal estava com um projeto que mexia nas remoções dos servidores. A ideia do governo era que os servidores poderiam ser removidos de setor sem darem o consentimento para isso. Nós da Secretaria de Obras mais o pessoal da Secretaria de Educação se mobilizaram, formamos uma comissão e negociamos a manutenção deste direito. Sempre tive opinião e nunca fujo de uma peleia. Na época, o pessoal pediu que a gente concorresse. Montamos uma chapa e ganhamos com 65% do votos dos associados. E estamos aí até hoje, sempre com boa votação.

Hoje, as reinvindicações dos servidores são diferentes de antes?
Em 2008 o salário era baixo, principalmente do quadro geral. Até tinha um abono para quem ganhava menos para que atingisse o salário mínimo. Em 2011 muito disso foi corrigido e ficou de ser feita uma reforma para melhorar os menores padrões salariais. Temos a promessa do atual prefeito de fazer uma nova reforma administrativa. A busca dos servidores por melhoria é intensa. Todos os dias chegam pedidos que fizemos à administração. Alguns são atendidos como o terço da carga horária dos professores para planejar as aulas, as férias dos educadores infantis que vai continuar como sempre foi (30 dias agora e depois mais 15 dias). Algumas pessoas da comunidade estão questionando isso, mas é um direito que vem desde 2008. Participamos, também, da luta pela eleição dos diretores de escolas, que é uma conquista de toda a comunidade escolar. Hoje também estamos buscando o vale-alimentação, plano de saúde e um plano de previdência local.

Como é a relação com os prefeitos?
Fui eleito quando o prefeito era o Pedro Bertolucci. Logo assumiu o Nestor Tissot, com quem tivemos atritos em alguns momentos, mas nos acertamos em outros. Isso é normal na relação entre patrões e empregados. Mas cabe destacar que nestes anos todos não perdemos nenhum direito graças ao trabalho da diretoria e a participação dos associados. Espero que a gente tenha uma boa relação com o atual governo, que se consiga conversar e conquistar mais.

E a relação com os colegas servidores?
É muito boa. Uma prova disso é o fato de termos sido reeleitos sempre com boa votação e aceitação. Respeito as críticas, apesar de que, no nosso mandato, nunca a categoria perdeu algum direito, pelo contrário, conquistou alguns importantes. Essas poucas críticas não me abalam, mas já decidi que este é meu último mandato. Não quero concorrer mais a presidente, mas vou continuar no sindicalismo pois integro as diretorias da Federação Estadual e da Confederação Nacional dos Servidores Públicos Municipais. Vou voltar à minha função de pedreiro. Tenho mais uns 22 anos para trabalhar na Prefeitura.


Jornal de Gramado
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