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Segurança

"Foi uma armadilha", diz delegado sobre execução de Titioritio

Cinco suspeitos foram presos; três na região e dois em SP
10/11/2017 11:03 10/11/2017 11:15


Divulgação Polícia Civil
Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária, sendo três na região: um em Gramado (no bairro Várzea Grande), um em Canela e um em Nova Petrópolis.
Cinco envolvidos na morte de Dilson João Machado, o Titioritio, foram presos na manhã desta quinta-feira, dia 9. Foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária, sendo três na região: um em Gramado (no bairro Várzea Grande), um em Canela e um em Nova Petrópolis. Outros dois na cidade de São José do Rio Preto (SP), onde mãe e filho, de 39 e 23 anos, foram capturados pela Polícia Civil da cidade. O homem preso em São Paulo é considerado o grande fornecedor de drogas à quadrilha em Gramado, segundo o delegado Gustavo Barcellos, responsável pelas investigações. “Assumiu o lugar de Dione Brando”, afirmou Barcellos, referindo-se ao traficante preso em uma operação policial em junho deste ano, a qual terminou com um comparsa dele morto após confronto com a polícia. Por isso, a operação ficou denominada Narcos 2. A quadrilha já estava na mira da polícia, pois é considerada a organização criminosa que tenta controlar o comércio de entorpecentes atualmente em Gramado. De acordo com o delegado, não há dúvidas de que o assassinato de Titioritio, ocorrido no último dia 23, foi premeditado e que aconteceu em decorrência de dívida com o tráfico e o fato da vítima estar adquirindo drogas de “adversários da facção criminosa”. O homem preso em Nova Petrópolis, de 40 anos, é apontado como o provável autor dos disparos. “Registros no celular da vítima mostram que Titioritio foi vítima de uma armadilha. Chegaram a ligar para ele, depois de muito insistir saiu de casa, se escorou no lado do carona e, em seguida, foi atingido pelos primeiros disparos. Mais tiros foram dados com a vítima já caída no chão”, detalhou o delegado. A necrópsia apontou 13 perfurações no corpo da vítima. No dia do crime, a perícia encontrou 15 estojos de munição calibre.9.
OPERAÇÃO
A operação policial, coordenada pela Delegacia de Polícia (DP) de Gramado, contou com o apoio das DP’s de Canela, Três Coroas e Nova Petrópolis, e da Brigada Militar. Estiveram envolvidos 12 policiais civis e quatro militares. Além da Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP), que cumpriu os dois mandados na cidade paulista.

Temporária
O grupo irá cumprir, inicialmente, prisão temporária por 30 dias por se tratar de crime hediondo. Período em que a Polícia Civil tem para colher mais elementos de provas para solicitar prisão preventiva dos acusados. Testemunhas presenciais preferiram não depor, mas com relatos informais a suspeita é de que haviam quatro indivíduos no veículo na noite do crime, que ocorreu por volta das 23 horas na Rua Henrique Bertolucci, no bairro Piratini.

Carro locado em Sapiranga

Letícia de Lima/GES-ESPECIAL
Veículo usado no homicídio
O Fiat Uno usado pelos criminosos no dia da execução foi identificado e apreendido há cerca de uma semana e está apreendido na Delegacia de Polícia de Gramado. De acordo com o delegado Barcellos, o veículo foi locado no dia do homicídio, 23 de outubro, às 16 horas, em uma revenda de Sapiranga. O carro foi devolvido no dia seguinte ao assassinato. O homem preso em Gramado, de 21 anos, passou 15 minutos após a execução pela praça de pedágio. Já o preso em Canela, 28, foi visto alguns minutos antes do crime batendo na porta da casa de Titioritio. Maconha, crack e cocaína também foram apreendidos na casa dos acusados, além de celulares e dinheiro. O trio foi encaminhado ao Presídio Estadual de Canela.

Dedicação


Letícia de Lima/GES-ESPECIAL
Delegado Gustavo Barcellos
Titioritio já tinha várias passagens pela polícia, mas o chefe da Polícia Civil em Gramado assegura que crimes de tamanha violência não serão admitidos no município. “Não importa quem é a vítima, não vamos tolerar este tipo de crime em Gramado. Saliento também a dedicação e o senso de responsabilidade da equipe envolvida na operação, que desde cedo trabalham em cima dos mandados, mesmo sem salário”, destacou Barcellos, referindo-se a greve da categoria.

Antecedentes
Os nomes dos presos não foram revelados pela Polícia Civil. O acusado preso em Gramado já possui antecedentes criminais por furto, posse de drogas e receptação e o de Canela por associação ao tráfico, receptação e posse de entorpecentes. O homem preso em Nova Petrópolis tem mais de uma passagem pela polícia por tentativa de homicídio, além de furto, lesão corporal e roubo. O suspeito preso em São Paulo tem antecedente por roubo e sua mãe, suspeita de envolvimento na logística da execução de Titioritio, ficha limpa. Os mandados foram expedidos pela justiça de Gramado.


Jornal de Gramado
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