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Pesquisa

Maioria dos brasileiros já fez sexo sem camisinha

No Rio Grande do Sul, apenas 4% dos homens usam preservativo em todas as relações
02/10/2017 10:15 02/10/2017 10:16

Embora 48% dos gaúchos se preocupem com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), apenas 4% usam preservativo em todas as relações sexuais – 56% usam às vezes e 35% não usam quando estão namorando. Os dados fazem parte de pesquisa feita com homens de todo o Brasil pela farmacêutica Bayer, com o apoio do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgada na última semana. O levantamento ouviu 2 mil brasileiros, de 15 a 25 anos, de 10 capitais, incluindo Porto Alegre, para compreender o comportamento masculino com relação a prevenção de doenças e planejamento familiar. Para se ter uma ideia, 30% das gestações no País não são planejadas, de acordo com o Instituto Oswaldo Cruz. Além disso, dados do Ministério da Saúde apontam que, em média, 40 mil novos casos de DSTs (entre as quais aids, sífilis e hepatites virais) são detectados anualmente.

No âmbito nacional, apesar de 72% dos entrevistados acreditarem que a responsabilidade de evitar uma gravidez não planejada seja do casal, a maioria não toma as medidas preventivas necessárias para impedir uma gravidez ou DSTs.

No Estado

No Rio Grande do Sul, 38% disseram que a responsabilidade pela contracepção é do homem e 55% apontaram a camisinha masculina como o método mais confiável, mas 58% disseram que preferem que a parceira use a pílula anticoncepcional e 62% já fizeram sexo sem nenhum método contraceptivo.

Gravidez é segunda maior preocupação

A gravidez não planejada é responsável por uma a cada duas gestações no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e embora tenha sido citada como a segunda maior preocupação entre os homens durante a relação sexual, 73% fizeram sexo sem usar um método contraceptivo. Quando foi possível dar uma justificativa para as respostas, 48% dos brasileiros afirmaram preferir que suas parceiras tomem pílula anticoncepcional e apenas 24% foram a favor do uso concomitante de contraceptivo oral e preservativo.

Uso de método contraceptivo

Em 2015, segundo o Ministério da Saúde, mais de 39 mil homens foram diagnosticados com sífilis e 22,4 mil foram infectados com HIV, o que corresponde a mais do que o dobro do número de mulheres infectadas com o vírus da aids no mesmo período. Essa estatística evidencia a falta de prevenção. Quando questionados sobre o motivo de não utilizarem camisinha ou outro método contraceptivo, 16% alegaram não querer “estragar a diversão”, 12% disseram não dispor de método contraceptivo no momento da relação, 11% esqueceram de usar, 10% “decidiram se arriscar” e 9% estavam alcoolizados.

Educação sexual


Bayer/Divulgação
Afonso Nazário, ginecologista
Fundamental no combate à gravidez não planejada e no controle das DSTs, a educação sexual precisa ser melhorada. Conforme a pesquisa, 38% dos entrevistados aprenderam sobre sexo e métodos contraceptivos com amigos e pela Internet. Além disso, 60% deles afirmaram que quando têm alguma dúvida sobre sexo pesquisam na web. “Mas o grande problema da Internet é a fonte”, comenta o ginecologista Afonso Nazário, professor do Departamento de Ginecologia da Unifesp. Para Nazário, os números mostram a necessidade de difundir informações sobre os métodos contraceptivos disponíveis e a importância da prevenção das DSTs.


Jornal de Gramado
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