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Tema do dia

Doar órgãos é multiplicar vidas

Só no primeiro semestre de 2017, fila de espera aumentou em todo o Brasil
10/10/2017 09:44 10/10/2017 09:45

No primeiro semestre deste ano, 1.662 famílias autorizaram a doação de órgãos de parentes. O índice, segundo o Ministério da Saúde, é 16% superior ao mesmo período de 2016. Apesar do crescimento, o alto número de recusas de doação ainda é registrado. Ao todo, 43% dos brasileiros ainda negam a doação de órgãos de seus familiares após a morte.
Até o mês de junho deste ano, a fila de espera por um transplante apresentou um leve aumento, também conforme aponta o Ministério da Saúde. O número de brasileiros que aguardam por um órgão passou de 41.052 para 41.122.


Família Muck: “A gente sabe que o Alessandro ainda está vivo em algum lugar”

Letícia Rossa/GES-ESpecial
Cláudio e Letícia lembram com carinho de Muck
Há cerca de dois meses, o gramadense Alessandro Scheifler Muck, de 38 anos, foi vítima de um edema pulmonar que culminou em morte cerebral. A dor da perna, que comoveu toda a rede de familiares e amigos da região, foi amenizada com a decisão de seus pais: doar os órgãos do filho. “Como a morte dele nos pegou de surpresa, nunca tínhamos tocado no assunto. Quem sugeriu foi uma enfermeira que nos atendeu. Depois da morte dele, ela que nos orientou”, explica o pai de Alessandro, Cláudio Muck, 63 anos. Ele foi apoiado pela esposa Inês.

Poucas horas após o diagnóstico de morte encefálica, uma série de exames foram efetuados no Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado. A avaliação detectou a possibilidade de doação das córneas, dos rins e do tecido de Alessandro. “Quando penso nisso eu não sinto remorso ou dor. A saudade é imensa, mas a gente sabe que com essas doações meu pai ainda está vivo em algum lugar”, assegura a filha Letícia Muck, 16 anos. “Tem dias que a gente nem sabe o que fazer de tanta falta que ele faz. Mas alivia um pouco a dor pensar que ele ajudou a salvar outras vidas”, completa Cláudio.

Em vida, a decisão: viver na
essência o que é ser humano
Natural de Gramado, a publicitária Virgínia Reginato sempre residiu em Canela. Hoje, no entanto, ela vive em Porto Alegre, onde atua na Assessoria de Comunicação da Rede Marista. Aos 37 anos, ela tem certeza de uma decisão: vai ser doadora de órgãos. “Não lembro exatamente a idade que tinha quando quis ser doadora, mas foi ainda na adolescência que passei a me intitular como tal. Meu pai é doador de sangue desde jovem, e acredito que isso possa ter me despertado a vontade de seguir o mesmo caminho”, recorda Virgínia.

Com a família ciente desta condição, a publicitária já é doadora de sangue, de medula e espera conseguir manter uma saúde adequada para que todos seus órgãos e tecidos possam ser aproveitados. “Quero doar para podermos viver na essência o que é ser humano. Ao se tornar doadora, a pessoa passa a cuidar melhor da sua vida com o propósito de poder, com isso, contribuir com a vida dos outros. Doar sangue, medula, órgãos, é doar parte da sua vida”, pontua. Virgínia obteve, ainda, um cartão oficial do doador. O documento foi socilitado via internet pelo Banco de Olhos de Sorocaba. Qualquer pessoa pode fazer o pedido.

Em Gramado, Comissão Intra-Hospitalar
busca sensibilizar pacientes e famílias

Letícia Rossa/GES-ESpecial
Fernando, Greice e Franciely são da comissão Intra-hospitalar do São Miguel
Um trabalho complexo, que exige uma contínua dedicação. É assim que atua a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes vinculada ao Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado. “Nossa intenção é sensibilizar os familiares e tratar desse assunto já com os pacientes”, conta a coordenadora de enfermagem da equipe, enfermeira Franciely Morales Schneider. Ela também é coordenadora da UTI do São Miguel e especialista em UTI, emergência e trauma. “O que se busca é tratar a família com o maior respeito que ela merece. Entendemos que esse é o momento de maior fragilidade da vida de uma pessoa, mas tentamos pensar na doação de órgãos como um momento de preservar a memória daquela vida para sempre”, enfatiza a enfermeira.

Para atuar nesta Comissão, os profissionais da saúde participam de capacitações para traçar estratégias de como direcionar a família no momento da doação. “Uma vida que se vai pode salvar a até outras oito pessoas. É um gesto de altruísmo, de pensar no próximo”, pontua Franciely.

A Comissão Intra-Hospitalar é responsável, ainda, por realizar a entrevista familiar e por organizar o acolhimento aos familiares doadoras antes, durante e depois de todo o processo de doação. “É um vínculo que mantemos, pois estamos aqui para dar suporte às famílias”, confirma a psicóloga Greice Ceolin. “Nos reunimos mensalmente para buscar novas formas de nos aproximarmos, com respeito, destas famílias”, pontua o coordenador médico Fernando Zanon.

MEMBROS
Coordenador Médico: Fernando Zanon
Coordenador Enfermagem: Franciely Morales Schneider
Vice-coordenadora: Naiane Machado
Fisioterapeuta: Carla Malanga
Psicóloga: Greice Ceolin
Enfermeira emergencista: Daiana Spengler

SAIBA MAIS
QUEM PODE DOAR?
*A doação pode ser realizada em vida ou em morte.

*Em vida, é possível doar um dos rins, parte do fígado, do pulmão ou a medula óssea, desde que a medida não coloque em risco a saúde do doador.

*Nesses casos, a legislação só permite a doação para parentes até o quarto grau e cônjuges. Caso contrário, somente com autorização judicial.

*O doador falecido (com coração parado) pode doar as córneas até seis horas depois do óbito.

*Após o coração parado, há possibilidade de doar córneas (até 6 horas depois do óbito).

*Pacientes com morte encefálica (cerebral) podem doar córneas e múltiplos órgãos.


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