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Mauro Blankenheim

Nizan, chama o Obama!

"Num estalar de dedos, o primeiro presidente negro da América endireitaria as veredas do nosso governo"
22/10/2017 06:45

Mauro BlankenheimMauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Nizan Guanaes é um emblemático publicitário brasileiro. A um estalar de dedos tem acesso, pelo seu indiscutível talento, a contas do tamanho da Vivo, Itaú e algumas das principais marcas de cerveja do País. Cultivou amizades importantes no cenário mundial, como Bill Clinton, um dos ex-presidentes vivos dos Estados Unidos da América. Clinton certamente facilitou para que na semana passada, viesse ao Brasil numa viagem rápida que quase passa em branco, Barack Obama. Ex-presidentes, como se sabe, viram palestrantes muito bem remunerados.

Pois a visita de Obama soou para mim como um sinal. Eu que desiludidamente transito entre o radicalismo assustador e a mesmice ameaçadora para 2018, pensei se Obama não seria o cara. Também num estalar de dedos, o primeiro presidente negro da América endireitaria as veredas do nosso governo. Infelizmente, pelo que pude pesquisar, o sujeito para ser presidente da República precisa ter vindo ao mundo aqui, em solo brasileiro, no torrão nacional. Como se ter sido parido aqui fosse alguma garantia de desempenho e comportamento ético. Brizola, que não era carioca, conseguiu uma façanha de gaúcho: ser eleito governador do Rio, terra onde, se sabe, somos sempre motivo de gracejos e chacotas. Mas voltando ao Obama e às garantias que ofereceríamos para que ele se sentisse em casa: poderia escolher entre ser cidadão da Portela, da Mangueira ou da Estácio. Poderia escolher torcer para um time popular, como Flamengo, Corinthians, Inter ou Atlético, ou de elite, como Fluminense, Grêmio, Cruzeiro ou São Paulo. Viraria amigo íntimo de Gil, Caetano e Chico Buarque, apesar das diferenças de lógica política e ideologia. Obama poderia promover uma homenagem cultural anual no Planalto, a figuras que se destacassem na literatura, artes plásticas, música e... afinal o que lhe desse na telha. Obama assumiria com poderes de primeiro ministro, na Casa Civil, enquanto o Brasil insiste na República. Sua elegância, fina educação, informalidade e afinação musical, serviriam como parâmetro e diapasão de um novo Brasil. Obama seria festejado com sua Michelle todos os dias o dia inteiro. Samba e pagode. Teria livre acesso ao sincretismo religioso que impera na nossa Pátria e poderia fazer o que bem entendesse desde que seguisse a Constituição que ele mesmo fora escolhido para aplicar. Colocaria suas filhas no melhor colégio internacional do País ou poderia mesmo escolher a dedo os representantes desta classe tão machucada para ensinar a suas meninas o Português, em aulas particulares no Jaburu, desde que não fossem de madrugada.

Daí acordei balbuciando silabicamente, babando, O ba ma...O ba ma...O ba ma...


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