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Entrevista da Terça

Apesar das dificuldades, gestão do HCC é otimista

Nesta semana, o JG conversou com o presidente do Hospital de Caridade de Canela Antônio Saldanha Nunes
10/10/2017 13:33 10/10/2017 13:33


Letícia de Lima/GES-ESPECIAL
Antônio Saldanha Nunes, diretor presidente do Hospital de Caridade de Canela
Desde que chegou em Canela, há 12 anos, o alegretense Antônio Saldanha Nunes tem se envolvido com questões que envolvem a comunidade local. Ao lado da esposa, Ana Maria Nunes, e de um grupo de voluntários, Saldanha assumiu a presidência do Hospital de Caridade de Canela (HCC) em fevereiro desde ano. Em entrevista ao JG, o diretor da casa de saúde fala sobre as dificuldades financeiras da instituição, avalia os primeiros meses de sua gestão e se diz otimista com o futuro: “Apesar do dia a dia tumultuado, a gente vem pensando em evoluir”, projeta Saldanha.

Quando a atual diretoria assumiu o HCC, quanto estava a dívida e como está hoje?
O que a gente vem conseguindo fazer é manter o dia a dia. A dívida continua em torno de 10 milhões de reais, até porque não tem dinheiro novo para pagá-la. Em oito meses a gente não tem tempo hábil ainda de gerar novas receitas que possam dar sustentação para pagar essa dívida, então a gente vem equilibrando entre aquilo que está judicializado, ações trabalhistas, fornecedores, vem pagando, fazendo acordos, mas ela continua na ordem dos 10 milhões, sendo cinco milhões praticamente só fundo de garantia, INSS e Imposto de Renda.

Quais as principais constatações destes primeiros meses de gestão?
Nos primeiros três meses de gestão tínhamos um plano forte para redução de custos e projetava que em até quatro anos ia conseguir equilibrar, só que depois desses primeiros meses entendemos que precisava urgente qualificar os serviços. Entendemos isso com reclamações da comunidade e necessidades que a gente mesmo percebeu aqui. Por exemplo, buscamos qualificação maior em traumatologia, ortopedia e oftalmologia. Precisamos atender e atender bem. Buscamos também ortotrauma, reestruturamos parte da internação, fizemos reformulações no atendimento de urgência e emergência e começamos a trabalhar as cirurgias eletivas que não eram feitas. Então buscamos a qualificação e entendemos que tinha que dar uma freada no corte de custos.

Quais os próximos passos para melhorar a gestão do HCC?
Nossa ideia agora é centrar recursos naquilo que vai nos dar instrumentos para fazer essa redução de custos, como um softaware de gestão que vai nos dar visão integrada da instituição. E por outro lado, centrar forças para conseguir aumento de receita. Agora temos um projeto para reformar leitos e quartos de convênios e particulares.

As mudanças que vêm sendo feitas, têm recebido muita resistência?
Já sabíamos que a dívida existia e que seria um problema sério, mas o que está consumindo mais energia é exatamente mudar a cultura das pessoas (público interno) quanto ao comprometimento, a entender que são parte do processo e dar o melhor de si. A dívida a gente vai organizando, mas o ser humano é muito complicado. Por isso a gente tem reclamações. É claro que em oito meses não conseguimos mudar uma cultura já arraigada. E tem coisas que entendemos também, muitas pessoas que vêm procurar a instituição já vêm fragilizadas ou nervosas em função da doença, então a gente sabe separar o que é uma explosão em função do seu estado nervoso e aquilo que realmente procede e temos que corrigir.

Quais as expectativas para o futuro?
A gente é otimista e agora queremos centrar. Esses primeiros meses foram de aprendizado. Tem situações que preocupam, mas enquanto a gente tiver condições de ir produzindo e alocar para aquilo que vai reduzir custos vamos fazer isso. Aí entra o sistema de gestão da informação, que vai nos dar gerenciamento da situação. Queremos investir e estamos buscando parceria privada neste sistema, está orçado e estamos aguardando a concretização do parceiro. Este sistema vai permitir integrar todos os processos do hospital e ter o controle dele.


Jornal de Gramado
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