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Entrevista

Major Wagner considera que índice de criminalidade na região é europeu

Gilson Wagner de Oliveira Alves é o comandante do1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas

Letícia de Lima/Ges-Especial
Comandante está no cargo há quatro meses
Há quatro meses no comando do 1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (1º Bpat), o major Gilson Wagner de Oliveira Alves fala sobre o trabalha que vem desenvolvendo na região à frente do 1º Bpat. Com 28 anos de Brigada Militar (BM) e natural de Porto Alegre, o major está morando em Gramado e já se considera um cidadão local. Em meio a elogios à qualidade de vida que os moradores têm em Gramado e Canela, ele fala sobre o controle da criminalidade na Região das Hortênsias e responde os questionamentos que cercam a população de Gramado e Canela no que diz respeito ao policiamento.


Hoje quais são as principais dificuldades enfrentadas pelo 1° Bpat? Não é bem um dificuldade só do 1º Bpat, é uma dificuldade em todo o Estado: o efetivo. Toda a BM trabalha hoje com cerca de 40% a menos no efetivo.

Neste momento em que o Estado parcela salários dos servidores, como o senhor faz para motivar os profissionais que atuam no 1° Bpat? Uma característica do militar em geral é a motivação de tropa. É da nossa formação. Existe uma motivação pessoal maior que a institucional, os servidores aqui da região vivem aqui, então eles estão protegendo também as famílias e amigos deles. O parcelamento não nos desmotiva.

Como a BM trabalha com as câmeras de monitoramento de Gramado? Tem um policial 24 horas por dia observando as câmeras. É um trabalho bem efetivo e dinâmico.

Os moradores do interior sempre solicitam uma maior segurança nas áreas rurais. Como a BM trabalha para coibir a violência no interior de Gramado e Canela? Temos o Programa Agente de Segurança Comunitário em Zona Rural em Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Chico. Nosso pessoal vai no interior, conversa com os agricultores, distribui uma cartilha com dicas de segurança, fizemos reuniões em parceria com Secretaria de Agricultura e conversamos com o pessoal de determinada região sobre como proceder em atitudes suspeitas. Em torno de 10 a 15 dias vai uma patrulha para o interior conversar com o pessoal. O programa deve ser ampliado, ainda antes do Natal Luz, para estabelecimentos da área urbana como hotéis e restaurantes.

Como a BM vem trabalhando para diminuir ocorrências no entorno do Lago Negro? Existe um trabalho especial voltado para o atrativo. O Lago Negro é um local de muito turista, então as pessoas deixam as coisas no carro e quando voltam não tem mais nada dentro. Então é bom as pessoas cuidarem com este tipo de coisa também. É um crime muito característico do turista. Nós trabalhamos para que não aconteça, mas se acontece temos que resolver rápido. Porque a segurança é uma das bases do turismo, se o turista tem algo furtado ou roubado aqui ele não volta mais e isso impacta na economia da cidade. O patrulhamento no Lago Negro é mais intenso no final de semana e quando temos a oportunidade de trazer a plataforma de observação nos posicionamos lá. O Lago é uma das nossas atenções.

De que maneira os registros das ocorrências são trabalhadas? Temos tudo planilhado. Em cima dos dados fazemos nossa semana e estudamos os casos. A ideia é que não aconteça e se acontecer que estanque de uma vez e volte a zero. Roubo a carro em 12 anos em Gramado foram 50. Em Porto Alegre isso é um dado para um dia. Então os índices aqui são europeus! Nossa briga é para continuar assim, manter o índice sempre aceitável é o desafio.

Como o senhor vê o reflexo das festas do Festival de Cinema para a região? Nós (BM), anterior ao Festival, em nenhum momento fomos consultados ou informados do que ia acontecer extrafestival. Porque são festas particulares. Nós fazemos a nossa parte. Foram mais de 300 carros abordados só no período do Festival de Cinema. Se o condutor estiver embriagado ele vai ser autuado, no mínimo. Todo evento grande na região, solicitamos reforço tanto em efetivo como em horas extras.


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