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8,2 graus

Número de mortos por terremoto no México sobe para 96

Começam a faltar mantimentos para moradores desabrigados

  • Hotel desmoronou em Juchitan de Zaragoza, no estado de Oaxaca, o mais atingido pelo terremoto de 8,2 graus de magnitude no México
    Foto: Ronaldo Schemidt/AFP
  • Moradores de Juchitan de Zaragoza, no estado de Oaxaca, estão em abrigos improvisados após terremoto de 8,2 graus de magnitude no México
    Foto: Ronaldo Schemidt/AFP
O número de mortos pelo terremoto de 8,2 graus de quinta-feira (7) no México, o mais intenso em um século no país, subiu para 96 nesta segunda-feira, após a confirmação de novos óbitos no estado de Oaxaca, informou a presidência.

Eduardo Sánchez, porta-voz da presidência do México, confirmou o novo balanço, depois que o governador de Oaxaca informou na televisão local sobre as novas vítimas no estado. O porta-voz também confirmou que o presidente Enrique Peña Nieto viajará nesta segunda-feira para a zona afetada para supervisionar a entrega de ajuda.

O governo afirmou que as tarefas de emergência prosseguem, com a distribuição de dezenas de milhares de pacotes de alimentos, mantimentos, leite, cobertores, entro outros, nas zonas afetadas, principalmente Chiapas e Oaxaca.

Muitos moradores, no entanto, que viram suas casas reduzidas a escombros ou prestes a desabar, estão desesperados e reclamam da lentidão da ajuda. "Continuamos sem água e sem luz, dormimos com as crianças do lado de fora, ninguém veio nos ajudar", declarou à AFP María de los Ángeles Orozco, mãe de uma das muitas famílias que perdeu sua casa e que agora vive nas ruas de Juchitán (Oaxaca), com 100 mil habitantes, convertida em epicentro da tragédia com dezenas de mortos.

A família de Juana Luis improvisou uma casa sob uma grande árvore, depois que sua casa desabou no terremoto. Recuperaram uma mesa, cadeiras e outros objetos. Mas a situação é difícil. "Antes comprávamos um frango por 70 pesos (4 dólares), agora vendem por 300 (17 dólares). Estou nervosa, por mais que eu queira comprar quando meus filhos pedem, não posso", explica à AFP a matriarca, sem conter as lágrimas.

Várias mulheres disputaram os pacotes entregues pelos militares, com biscoitos, arroz, leite em pó e café.

Na pequena praça da Igreja de Martes Santo, várias famílias - com crianças e idosos - dormiram na rua, temendo voltar para suas casas. As pessoas evitam os albergues porque temem ser assaltadas.

Nas ruas de Juchitán se sucediam os cortejos fúnebres, sob o som de bandas, como é o costume desta cidade, habitada principalmente por indígenas da etnia zapoteca. Entre as vítimas está Manuela Villalobos, 85 anos, que morreu com a queda do telhado de sua casa enquanto dormia. "Era uma mulher muito forte, cuidava para que as novas gerações conhecessem as tradições de zapotecas, inclusive os rituais funerários", lembrou seu neto Cristian Juarez, 46 anos, médico.

O terremoto ocorreu às 23h49 locais de quinta-feira, perto da localidade de Tonalá (Chiapas), no Pacífico, a cerca de 100 km da costa.

A Cidade do México, devastada em 1985 por um terremoto de 8,1 graus que deixou mais de 10 mil mortos, chegou a sentir o tremor, mas saiu ilesa.


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