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Destruição

Harvey e Irma podem provocar prejuízo de 100 bilhões de dólares para os EUA

Texas, Louisiana e Flórida se veem agora frente ao desafio da reconstrução

Saul Loeb/AFP
Homem caminha entre árvores caídas em avenida de Miami

Deixando rastros de devastação para trás, Harvey e Irma podem, juntos, provocar danos superiores a 100 bilhões de dólares, segundo especialistas. Os fenômenos naturais - que tocaram o solo americano como potentes furacões e, depois, foram sendo gradualmente rebaixados - destruíram construções, derrubaram postes e forçaram a paralisação de atividades essenciais. Agora, resta às comunidades afetadas em Texas, Louisiana e Flórida enfrentar o desafio da reconstrução, que poderá exigir ajuda federal durante anos.

À rede CNN, a companhia especialista RMS estimou que Harvey tenha provocado entre 70 e 90 bilhões de dólares em prejuízos - dois quais entre 25 e 35 bilhões de dólares podem ser cobertos por seguros. Para a empresa, ainda não é possível medir os danos de Irma com precisão, uma vez que a tempestade tropical ainda está se locomovendo pela Flórida em direção à Georgia.

Uma previsão assustadora veio, no entanto, da AIR Worldwide, segundo a CNN. Os danos, segundo a companhia, podem chegar perto até mesmo dos 50 bilhões de dólares nos EUA.

Saul Loeb/AFP
Fortes rajadas de vento e chuva atingem Miami

Contando os prejuízos no Caribe, o total de perdas ficaria em 65 bilhões de dólares.

Após ter deixado quatro pessoas mortas, Irma perdeu força e foi rebaixado a tempestade tropical na sua passagem pela Flórida em direção à Georgia nesta segunda-feira (11). Os ventos fortes, no entanto, arrasaram grande parte do estado, provocando recordes de chuvas em algumas áreas. Enquanto isso, cerca de 5,7 milhões de pessoas estão sem energia elétrica - ou seja, cerca de 58% dos lares e 30% da população estão sofrendo com os cortes de luz.

"Os barcos estão literalmente quebrados, as palmeiras estão no chão, as linhas de energia elétrica estão caindo", afirmou por telefone ao canal CNN a socorrista Maggie Howes.

Saul Loeb/AFP
Barco submerso após a passagem do furacão Irma em Miami

Jacksonville, na Flórida, bateu seu recorde de chuvas durante a passagem do furacão. Enquanto as ruas viram verdadeiros rios, autoridades pedem que os moradores não saiam para dirigir e o prefeito da cidade alerta a população sobre a gravidade da situação: "Fiquem em casa por enquanto. Ponto final", escreveu Lenny Curry no Twitter.

Os ventos máximos, que antes eram de até 209 quilômetros por hora, se suavizaram para 135 quilômetros por hora. A expectativa é que sigam perdendo força. Às 3 horas da manhã (horário de Brasília), o olho do furacão estava a cerca de 40 quilômetros a nordeste de Tampa e se movia na direção norte-nordeste a quase 24 quilômetros por hora, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).

No domingo, o Irma atingiu com fortes ventos as ilhas do sul da Flórida depois que 6,3 milhões de pessoas receberam ordem para abandonarem seus lares - o que representa mais de 30% da população no estado. Nos últimos dias, o furacão provocou inundações no norte de Cuba e deixou 28 mortos no Caribe.

O centro do Irma atravessaria a região leste de Florida Panhandle até o sul da Georgia na tarde desta segunda-feira, e então se moveria pelo sudoeste da Georgia e leste do Alabama na noite de segunda-feira e terça-feira, disse o NHC. Na Georgia, mais de 125 mil lares estão sem luz, sobretudo no sul e na costa do estado.

Estado de emergência

O presidente americano, Donald Trump, declarou estado de catástrofe natural na Flórida. A medida permite desbloquear verbas e recursos federais suplementares para socorrer a península varrida pelo furacão.

"Neste momento, estamos preocupados com as vidas, e não com os prejuízos", destacou o presidente após uma reunião com funcionários da Segurança Nacional e de gestão de emergências, prometendo viajar à Flórida muito em breve.

Irma provocou devastação em muitas ilhas do Caribe e deixou 28 mortos na sua passagem pela área: 10 na parte francesa e quatro na área holandesa de Saint Martin, quatro nas Ilhas Virgens americanas, seis nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla, dois em Porto Rico e um em Barbuda.

Cuba também foi afetada pelo Irma e registrou fortes inundações no litoral noroeste, de Matanzas a Havana, com ondas de entre 6 e 9 metros, informou o Instituto de Meteorologia cubano. A água do mar, que atingiu o simbólico Malecón, avançou 500 metros na capital. Ao menos 1,5 milhão de moradores abandonaram suas casas na ilha, onde os ventos derrubaram árvores e postes de energia elétrica.


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