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Medo e surpresa

'Existem rotas de fuga, abrigos, voluntários", conta jornalista que estava em Orlando

Daniela Machado, de Novo Hamburgo, faz relato de como chegou a notícia do Irma

Daniela Machado/GES-Especial
Na terça-feira, grandes redes como Walmart já não tinham mais água nas prateleiras
Sem nunca ter vivenciado os estragos de um furacão, a jornalista hamburguense Daniela Machado fez um relato emocionado de sua experiência em Orlando. Morando na Califórnia, ela estava na cidade da Florida para participar de um evento, mas, assim como a população local, foi pega de surpresa pela notícia de que o Furacão Irma passaria pelo estado. "Você só passa a entender o significado e as consequências de um desastre natural quando vive esta triste experiência. Ou chega bem perto de experienciá-la, como foi o meu caso", desabafa.

Daniela conta que soube do Irma assim que desembarcou do avião ainda na segunda-feira. Um dia depois, já não encontrava mais água em grandes redes de supermercado, como o Wallmart, por exemplo. "Conversei com um dos funcionários e disse que precisava de água para beber naquele dia e não para estocar. Tivemos até que rir da situação, mas ele disse que eles não tinham previsão de quando receberiam mais água. Tive a sorte de achar algumas garrafas em um pequeno supermercado. Também já era possível ver fila em todos caixas eletrônicos", lembra.

O próximo passo foi tentar remarcar as passagens de volta, que estavam previstas para este domingo – o Irma deve atingir a Florida entre este sábado à noite e manhã de domingo. "Ainda na terça-feira tentamos adiantar a nossa passagem, mas não tivemos sucesso, pois as companhias aéreas estavam cobrando mais caro para reagendar um voo do que comprar novas passagens. Por garantia, resolvermos comprar novas passagens para sábado à noite." Com a confirmação de que a feira fora cancelada, Daniela remarcou novamente a passagem de volta para a Califórnia. Ela chegou em casa, na noite desta sexta-feira, já madrugada no Brasil. Antes, teve de enfrentar as filas no aeroporto. "As filas estavam andando rápido e os funcionários estavam fazendo de tudo pra acelerar as coisas. Como esperado, a maioria dos voos atrasou. E toda vez que um voo era confirmado, as pessoas começavam a bater palmas e comemorar."

A jornalista conta ainda que a atuação do governo local é rápida e organizada. Como os preços de passagens aéreas e gasolina disparam por conta da procura, os preços passam a ser tabelados para a população não ser prejudicada. Hotéis e empresas como o Airbnb também ajudam a conseguir acomodações de última hora pra quem não conseguir sair da Flórida. A polícia, segundo Daniela, também passou a escoltar os caminhões de gasolina para garantir que o combustível chegasse às zonas que deveriam ser evacuadas. Os pedágios abriram todas as cancelas e já tinham diversos abrigos prontos pra começar a receber as pessoas que não tinham pra onde ir.

"Minha família e amigos próximos mandam mensagens todos os dias querendo saber como eu estava. Eu confesso que estava muito assustada nos primeiros dias, mas depois comecei a me acalmar vendo que as outras pessoas estavam calmas, pois o estado está preparado para enfrentar situações como essas. Existem rotas de fuga, abrigos, kits de emergência, equipes de resgate, voluntários, etc", afirma.

  • Loja com proteção nos vidros
    Foto: Arquivo Pessoal
  • Sacos de areia na porta de um centro comercial para proteger da entrada de água
    Foto: Arquivo Pessoal
  • Prédio à direita está quase todo protegido com shutters - protetores metálicos contra furacões
    Foto: Arquivo Pessoal
  • Furacão Irma deve atingir Miami neste domingo
    Foto: JOE RAEDLE /GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
  • Hamburguense Emérson Nunes Monteiro fecha janelas para proteger casa do furacão Irma
    Foto: Emérson Nunes Monteiro/Especial
  • Sábado amanheceu com tempo fechado e com forte vento em Coconut Creek
    Foto: Emérson Nunes Monteiro/Especial
  • Pessoas olham o mar na chegada do furacão Irma ao norte da República Dominicana
    Foto: Erika Santelices/AFP
  • Imagem de satélite mostra formação dos furacões Katia (esq.), Irma (centro) e José (dir.)
    Foto: NOAA/Twitter
  • Ventos devem chegar hoje ao Haiti
    Foto: AFP
  • Devastação foi vista por quilômetros
    Foto: AFP
  • Vento destruiu cidades inteiras
    Foto: AFP







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