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Infidelidade

''Quem ama também pode trair'', diz psicóloga

Cris Manfro cita motivações para a infidelidade e aborda diferença entre homens e mulheres na maneira de lidar com a questão


NAP/Divulgação
Cris Manfro diz que é possível superar positivamente uma traição
Uma traição tem força para desestruturar um casamento, mas a infidelidade pode partir mesmo de quem ama. Segundo a psicóloga Cris Manfro, a atitude infiel pode ser compreendida através de uma extensa lista de razões e motivações que deixam a pessoa vulnerável à infidelidade. No dia 2 de setembro, a profissional estará no Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP), em Novo Hamburgo, justamente para falar sobre como os casais podem se blindar em relação a isso, além de lidar com o ciúme, flashbacks e desconfiança. "A não só sobreviverem, mas superarem positivamente", ressalta. Outro objetivo do workshop InFidelidade - Da desconstrução da relação à reconstrução do amor é instrumentalizar outros profissionais para lidarem com o tema. Na entrevista abaixo, Cris cita algumas razões para a infidelidade e comenta as diferenças entre homens e mulheres no modo de lidar com a questão.

Por que a infidelidade é condenada?
A infidelidade é um tema cheio de crenças negativas e de tabus. As pessoas não gostam nem de falar sobre o tema. Como se “não pertencesse” a elas. É um tema complexo e multifatorial. De acordo com cada cultura, a visão sobre a infidelidade será vista de forma diferente. As questões de gênero também precisam ser avaliadas de forma diferente. A infidelidade não é o maior motivo que leva à destruição do casamento. Leva, sim, à desestruturação, mas não necessariamente à destruição. Muitas vezes, quando do caso descoberto, a situação é mal conduzida tanto pelas pessoas envolvidas como por profissionais não preparados para lidar com a situação. A sociedade adora julgar e colocar seu juízo muitas vezes rígido sobre as coisas, o que piora a situação e isso, sim, faz muitos relacionamentos acabarem. Outra coisa que atrapalha são as crenças negativas que se tem formado na cabeça como a de que “quem ama não trai”. Sinto dizer, mas isso não é verdade. Quem ama também pode trair. Sei que não é visto assim na cultura brasileira e sobre isso falaremos no workshop.

Quais as principais razões para a infidelidade conjugal?
As razões são multifatoriais. Desde etapas de vida, o término da “lua de mel”, gravidez, estresse. Desejo de maior liberdade. Reavivar parte do self. Como um tripé necessário para manter o casamento intacto. Forma de recapturar vitalidade, quando a vida está difícil. Como forma de fugir de traumas. Falta de intimidade, toque, generosidade, sexo, apoio e cumplicidade. Impacto na autoestima, segurança em relação à sexualidade, sensação de autonomia. O desejo de se sentir diferente do que no casamento...

É de se esperar que alguém que tenha sido infiel repita esse comportamento outras vezes?
Não necessariamente. A menos que a traição seja compulsiva, ou, como muitos homens pensam, pela cultura, tenham o direito de fazer.

Há diferença entre homens e mulheres na forma de lidar com a infidelidade?
Sim, o fato de dizer a verdade em casos de infidelidade leva as mulheres a mais divórcios e são mais punidas. Contaminadas pela vergonha e sentimento de inadequação, são mais discretas. Não têm necessidade de se autoafirmarem. Os homens acreditam que traem mais, e mulheres acreditam que traem tanto quanto. Homens precisam afirmação pela conquista. Sentem-se mais humilhados em relatar uma infidelidade sofrida. O que os outros pensarão? Engatilha questionamentos sobre virilidade, potência e masculinidade. Levanta questões negativas a respeito da mulher e a eles próprios. Mas, homens e mulheres juntos estão se superando e vencendo as barreira das infidelidade.

Há diferentes tipos de infidelidade? 
Sim. Podem ser sexuais, amorosas, compulsivas e como mecanismo de defesa. Como exemplo, pacientes deprimidos podem procurar a infidelidade como forma de fugir da tristeza com casos. A traição pode ser acidental, romântica ou crônica.

É possível reconstruir um relacionamento que passou por uma traição?
A infidelidade, em alguns casos, pode ser traumática e desenvolver doenças sérias. Por outro lado, não só é possível reconstruir o relacionamento como pode melhorar a relação. Não saia por aí dizendo que trair faz bem ao casamento. Longe disso. Mas a forma como muitos casais resolvem é que faz melhorar a relação. A partir da infidelidade, o casal pode passar a se importar realmente um com o outro. Ficam mais caprichosos com a relação, mais unidos e mais preparados para enfrentar outras questões de vida. Muitas vezes, a partir da infidelidade, dão viradas de mesa para uma qualidade de vida muito melhor. Algumas vezes, também optam pela ‘carreira solo” como costumo dizer, dando um novo sentido à vida. Ninguém merece ficar preso em sofrimento.

Serviço

O quê: Workshop InFidelidade - Da desconstrução da relação à reconstrução do amor
Quando: 2 de setembro
Horário: das 8h30 ao meio-dia e das 13h30 às 17 horas
Onde: Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP), na Avenida Frederico Linck, 1.186, bairro Ideal, Novo Hamburgo
Investimento: R$ 250 (R$ 180 para estudantes)
Inscrições: (51) 3035-3606


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