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Sono

Dormir demais também pode fazer mal

Dormir muito está associado a um maior risco de desenvolvimento de diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares

PixaBay/Divulgação
Número de horas de sono não é sinônimo de sono reparador

Em tempos de smartphones e tantas outras distrações disponíveis, é fácil encontrar pessoas com dificuldade para dormir. Mas há um outro grupo que, por seu turno de atividades, tem muita facilidade para pegar no sono, dorme demais e às vezes, mesmo com tantas horas de sono, ainda se sente cansado durante o dia. Na entrevista abaixo, a otorrinolaringologista Rosângela Bottega, da Unimed Encosta da Serra, fala sobre os prejuízos que este comportamento pode trazer à saúde, tanto quanto a insônia.

Dormir muitas e muitas horas diariamente pode trazer algum prejuízo à saúde?

Estudos mostram que dormir muito, assim como dormir pouco, está associado a um maior risco de desenvolvimento de diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares. E quando o indivíduo dorme muitas horas e continua sentindo cansaço, pode estar sofrendo de hipersonia. Quando houver suspeita dessa condição, deve ter a avaliação de um médico especialista.

Pessoas que têm dificuldade de acordar: há o que fazer para atenuar este problema?

Os adolescentes têm um ritmo de sono diferente do adulto, o que é chamado de atraso de fase. Neles, o sono se manifesta mais tarde e tem por consequência mais dificuldade para acordar cedo; essa alteração é fisiológica. Nos casos em que é prejudicial na qualidade de vida do paciente (estudo, trabalho), o ideal é ter uma rotina de sono, que seria ir para cama mais cedo, evitar estímulos luminosos dos eletroeletrônicos para iniciar mais cedo o sono e despertar mais cedo também.

Por que para algumas pessoas, mesmo dormindo o número de horas adequado à noite, ainda persiste o sono durante o dia?

O número de horas de sono não é sinônimo de sono reparador. Quando o indivíduo dorme um número de horas adequado e persiste com cansaço e sonolência diurna, pode significar má qualidade de sono e as causas podem ser, por exemplo, ronco, apneia do sono (parada temporária da respiração durante o sono), condições essas que causam fragmentação do sono e consequente fadiga diurna. Nesses casos, a polissonografia é mandatória e o tratamento vai depender da gravidade do quadro.

Há pessoas que têm mais facilidade em “pegar no sono” do que outras. Por que isso acontece?

Temos como parâmetro um tempo normal desde o paciente deitar até iniciar o sono. Quando esse período é muito curto, diz-se que esse indivíduo está sob privação do sono. Quando esse tempo é maior que 30 minutos, diz-se que ele tem aumento de latência do sono e nesse caso pode estar envolvido com uma série de alterações, desde uma “higiene do sono inadequada”, como uso de aparelhos eletrônicos, TVs, entre outros que produzem luminosidade e bloqueiam o “hormônio do sono”, ou até patologias, como transtornos psiquiátricos, neurológicos (Parkinson, demência senil) e doenças crônicas.

Há adultos que têm necessidade de dormir mais horas do que outros?

O tempo de sono é variável e individual. O tempo necessário para o indivíduo se sentir descansado é de 6 a 8 horas. E também é muito diferente conforme a fase de vida, vai desde a criança que precisa de 14 a 16 horas por dia até os idosos que costumam dormir bem menos, têm o sono fragmentado e isso pode ser normal. Dormir em excesso, entretanto, pode ser um problema: a hipersonia, que deve ser avaliada por um especialista.

Qual é a sua opinião sobre os aplicativos de celular que supostamente fornecem informações sobre qualidade do sono?

Os aplicativos disponíveis seriam mais importantes se se dedicassem à higiene do sono, como ter horário para dormir e acordar, o que ajudaria a manter uma rotina. Para os distúrbios do sono, como ronco e apneia, os dispositivos no mercado necessitam de aprimoramento.

Melatonina: você já ouviu falar?

Rosângela explica que a melatonina é um hormônio produzido naturalmente por meio da glândula pineal, que auxilia a regulação do ciclo sono/vigília. “Em ambientes calmos e escuros, existe uma ativação na produção, induzindo à sonolência. Este é um processo normal em pessoas saudáveis”, destaca. A venda de melatonina sintética (para ser ingerida em comprimidos) é feita em diversos países, inclusive sem a necessidade de receita médica, mas, no Brasil, a liberação e a comercialização só podem ser feitas em farmácias de manipulação como insumo e sob prescrição médica. “A industrialização ainda não está aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no País”, observa a médica.


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