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Meteorologia

No lugar onde a neve fez história, precipitação foi fraca, apesar do frio intenso

Em São José do Herval, interior de Morro Reuter, onde nevadas estão na memória da comunidade, apenas caíram alguns grãos de gelo nesta segunda-feira

Gabriel Guedes/GES-Especial
Que da grãos de gelo foram observados na localidade de São José do Herval por volta das 10h30 desta segunda-feira (17)

Gabriel Guedes/GES-Especial
Liliana diz que a comunidade se divertia quando nevava: "a criançada adorava", recorda
No alto de colinas, a 700 metros de altitude, a comunidade de São José do Herval, distante 8 km do centro de Morro Reuter, ainda conserva na memória as histórias de invernos passados. Uma delas é de uma nevada de 31 de julho de 1975, registrada em fotos da família da proprietária de um antiquário na beira da RS-873, Liliana Alles, 55 anos. Durante a entrevista na manhã desta segunda-feira, de repente uma interrupção: "olha, está caindo". Liliana acabava de flagrar alguns flocos e grãos de gelo precipitando em meio a uma fina chuva. Fazia frio na hora: temperatura estava entre 2 e 4 graus. Entretanto, a expectativa de ver novamente a história retratada em fotos por seu pai, o professor Telmo Alles, foi frustrada. A neve caiu fraca, em pequenas pancadas ao longo desta segunda-feira. Nem mesmo em Gramado, pouco ou nada se acumulou. Para esta terça-feira, sob o frio ainda mais intenso, cessa a possibilidade de neve e entra o risco de geada: fenômeno que congela paisagens e destrói a produção agrícola de maneira silenciosa.

As primeiras horas de segunda-feira sob domínio da massa de ar frio foram assinaladas pela sequência de quedas da temperatura. À 1h15, Gramado tinha 4 graus e às 9 horas, a marca já era de 2 graus. Por volta das 10 horas começaram a cair os primeiros grãos de gelo na cidade e também em Canela. Cerca de meia-hora depois, o fenômeno - que ora se confundia com neve, ora com chuva congelada -, também foi observado na região em Morro Reuter, Canela e São Francisco de Paula, além de outras localidades da Serra, Planalto Médio e Missões. "Aqui não costuma cair neve, mas já caiu. Agora frio faz e bastante", disse o agricultor Altair José Winter, que era uma das poucas pessoas que encarava a rua na manhã desta segunda-feira em São José do Herval para ir ao armazém.

Contudo, se a neve não caiu em quantidade suficiente para pintar de branco a paisagem, o frio não deu trégua o dia todo. Uma verdadeira geladeira: ao meio-dia fazia 1,6 grau em São José dos Ausentes, 2,1 em São Francisco de Paula e entre 5 e 6 graus em bairros altos de Porto Alegre. Segundo a meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, o tempo seguirá seco no restante da semana, com intensificação do frio até quarta-feira. Nesta terça-feira, a estimativa é ter de mínimas ao redor de 1 grau no Vale do Sinos. Na quarta-feira, esse valor pode cair para 3 graus negativos.

A neve de 1975

  • Uma visão da estrada de chão que é hoje a RS-873, que liga Morro Reuter a Santa Maria do Herval
    Foto: Reprodução
  • Boneco de neve com mais de um metro foi feito em frente a igreja de São José do Herval
    Foto: Reprodução
  • Neve em São José do Herval, Morro Reuter, em 1975
    Foto: Reprodução

De acordo com Liliana Alles, a nevada registrada em fotos por seu pai em 31 de julho de 1975, não é a mais recente. Mas é uma das que mais marcou a história da família e da própria comunidade. Nas fotos em preto e branco, há um boneco de neve erguido em frente a simpática igreja da comunidade e vários pinheiros cobertos de gelo na beira de uma estrada de chão, que é hoje a RS-873. "Parece que tínhamos invernos mais rigorosos naquela época. Mas ninguém passava frio: as pessoas estavam mais preparadas. As casas eram mais fechadas e tinha o fogo a lenha", recorda a empreendedora. "A neve caiu aqui e cobriu todas as taipas, todos os campos. Eu tinha um carro azul e ficou tudo coberto de branco. Tinha uns 5 ou 10 centímetros de neve. Foi na primeira vez que fiquei por aqui", lembra Lenira Neves, 72 anos, dona de um atelier situado na beira da RS-873, perto do trevo que dá acesso ao Walachai. "Peguei umas quatro ou cinco nevadas aqui, nestes 26 anos em que tenho a propriedade".


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