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Contra o governo

Venezuela completa 100 dias de protestos, com saldo de 91 mortos

Líder da oposição, Leopoldo López foi para a prisão domiciliar no sábado

Manifestações nas ruas de Caracas neste domingo (9) marcam os 100 dias de protestos na Venezuela

A Venezuela completa, neste domingo (9), 100 dias de protestos que já deixaram 91 mortos contra o presidente Nicolás Maduro, e o cenário é de incertezas. A prisão domiciliar do líder opositor Leopoldo López pode abrir as portas para uma negociação que afrouxe a crise política.

Federico Parra/AFP
Líder da oposição venezuelana, Leopoldo López foi recebido por apoiadores em sua casa, onde vai cumprir prisão domiciliar. Ele ficou três anos na cadeia
"Cem dias e sigo em rebeldia contra a tirania", dizia o cartaz de um dos mais de 2 mil manifestantes que se concentraram em Caracas, trajando camisetas com o rosto de López. Símbolo dos opositores encarcerados, López foi para o regime domiciliar neste sábado (8), após três anos e cinco meses na prisão. A oposição não se deu por satisfeita e convocou novas marchas até alcançar "a liberdade plena do país".

"Estamos completando 100 dias de resistência pela Venezuela, seguimos nas ruas com mais firmeza para o plebiscito", disse o deputado Juan Andrés Mejía, em coletiva de imprensa da Mesa da Unidade Democrática (MUD). A organização chamou a população a participar de um plebiscito simbólico em 16 de julho, para mostrar a recusa maciça à Assembleia Constituinte convocada por Maduro, que vê como uma "fraude" do chavismo para proteger "uma ditadura". 

No centro de Caracas, milhares de seguidores de Maduro, vestidos de vermelho, participaram de um ato de campanha pela Constituinte, cuja eleição acontece no dia 30 de julho.

Em mensagem lida por seu colega Freddy Guevara, López incitou a população a continuar nas ruas e apoiar o plebiscito.

A mudança do regime de Leopoldo é o aceno mais expressivo do governo à oposição desde o início de uma onda de protestos em 1º de abril que já deixou 91 mortos, em meio a uma devastadora crise econômica.

Federico Parra/AFP
Venezuela está mergulhada em uma crise política; manifestações contra o governo já deixaram 91 mortos em 100 dias
O Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), que a oposição acusa de ser aliado ao governo, alegou "problemas de saúde" para colocar López em prisão domiciliar - usando uma tornozeleira eletrônica, segundo sua família. Ele tem 46 anos e foi detido em fevereiro de 2014. Condenado a quase 14 anos de prisão, foi acusado de incitar a violência em protestos contra Maduro naquele ano, que deixaram 43 mortos.

A oposição vê a saída de López da prisão como um "triunfo inegável" dos protestos. "Continuaremos lutando pela liberdade dos presos políticos", assegurou Lilian Tintori, mulher do opositor. A soltura aconteceu após três meses de esforços do ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, que mediou, no ano passado, uma fracassada negociação entre governo e oposição.

Segundo a ONG Foro Penal, com as prisões destes 100 dias, os chamados presos políticos somam 430.

Maduro, que acusa a oposição de promover a violência em protestos para dar um golpe de Estado, disse esperar que os opositores aceitem dialogar e que López "passe uma mensagem de reparação e de paz".


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