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Série

Versatilidade da fibra ótica e seu emprego em larga escala revolucionam o mercado

Na última reportagem da série Fibra Ótica saiba onde e como a tecnologia é usada

Débora Ertel/GES-Especial
Fibra ótica

Se antes a fibra ótica era uma tecnologia restrita, utilizada em grande escala para as ligações submarinas intercontinentais, a realidade atual é outra. A fibra está disponível para a população e essa possibilidade vem revolucionando não somente a comunicação entre as pessoas, mas a comunicação entre os equipamentos e objetivos.

Na última matéria da série sobre a fibra ótica o assunto é sobre as múltiplas possibilidades de uso da tecnologia. O professor do curso de Engenharia Eletrônica da Universidade Feevale, Jorge Luis Plácido de Borba, ressalta que a tecnologia pode ser aplicada na aviação civil, indústria automobilística, na produção de petróleo, medicina e engenharia civil.

Já o diretor da Sinosnet, Henrique Pufal, destaca que o mercado da fibra ótica, assim como as maneiras de utilização, ainda têm muito a crescer impulsionado principalmente pela Internet das Coisas, do inglês Internet of Things (IoT). “Nós teremos um boom de dispositivos conectados e para isso é preciso um meio confiável, com baixo atraso e alta velocidade”, salienta.

A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através de dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens. Dessa maneira, a geladeira, o celular e o aparelho de ar-condicionado, podem conversar e atualizar automaticamente a temperatura, por exemplo.

Conforme Pufal, os smartphones estão se tornando uma espécie de gerenciador pessoal da Internet das Coisas, servindo como controle remoto ou integrador.

Inventor do IOT

Foi em 1999 que Kevin Ashton, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, criou o termo Internet das Coisas e dez anos depois escreveu o artigo “A Coisa da Internet das Coisas”. De acordo com o especialista, a rede oferecia na época 50 Pentabytes de dados acumulados em gravações, registros e reprodução de imagens.

Neste artigo, Ashton defende que será possível acumular informações sobre a movimentação das pessoas e, com esses dados, será possível reduzir, otimizar e economizar recursos naturais e energéticos. O especialista aposta que essa revolução será maior em relação a que vivemos atualmente.

Saiba mais

A Cisco, empresa líder mundial em Tecnologia da Informação (TI) e redes projeta que em 2020 serão 50,1 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo. Isso significa que um a cada cinco veículos deve ter alguma forma de conexão por rede wireless daqui a três anos.

A base instalada de lâmpadas inteligentes com conexão sem fio deve chegar a 100 milhões em 2010. Em 2013 eram 2,4 milhões.

A Acquity Group, dos Estados Unidos, divulgou que dois em cada três americanos pretendem adquirir dispositivos conectados até 2020.

AFP
Rafael Nadal

O tenista Rafael Nadal, que recentemente faturou o 10.º troféu de Roland Garros, um dos campeonatos mais importantes do mundo, também é adepto da IOT. Nadal utiliza uma raquete conectada à internet. O equipamento colhe dados e informações dos ataques do tenista ao mesmo tempo em que ele está jogando. Depois, o desempenho do atleta é avaliado por seus técnicos e os dados auxiliam em seu treinamento.

Conforme Borba, na indústria automobilística a fibra é escolhida por conta da facilidade de instalação e leveza. Especialmente nos painéis para transporte de luz. “Já nos aviões, substituiu-se todos os condutores metálicos pela fibra por questões de segurança. Todos os comandos são acionados pela fibra ótica”, explica. A principal vantagem é que a fibra não sobre interferência magnética.

Outro ramo que já aderiu a essa tecnologia é a indústria, principalmente no segmente de automação. Neste caso, como explica o professor, as empresas têm optado pela fibra de plástico, ao invés de silício. “É mais barata e mais fácil de trabalhar”, justifica. Embora esse material tenha menos durabilidade, possui mais resistência mecânica, com aplicação em iluminação e transmissão de informações a curtas distâncias e situações que oferecem grandes esforços mecânicos às fibras. Segundo Borba, é comum o uso na painéis das máquinas conhecidos como controlados lógico programado (CLP). A fibra é mais eficiente principalmente por causa do campo magnético dos motores.

Borba ainda chama atenção para o uso da fibra ótica na área da saúde. Muitos consultórios médicos já estão conectados aos centros de diagnósticos e laboratórios. Dessa maneira, o resultado dos exames chega com mais rapidez ao médico. “É a única tecnologia que garante qualidade de imagem para não comprometer o diagnóstico”, destaca.

Sinosnet ativa primeiros clientes na Fibra

O Sinosnet, provedor de soluções de internet e voz do Grupo Sinos, iniciou a operação de rede própria de fibra ótica e já atende clientes com a nova tecnologia. As primeiras áreas cobertas são o bairro Ideal, por ficar próximo da sede da empresa, e a região próxima da Avenida Maurício Cardoso, região que concentra diversas empresas e condomínios residenciais. De acordo com Pufal, por se tratar de um projeto de alta complexidade, a implantação está dividida em fases a fim de garantir a qualidade do serviço prestado. “O que muda a partir de agora é que nossos clientes terão mais velocidade e grande qualidade. O tempo de espera por downloads será menor, tornando a experiência de assistir filmes, jogar online e utilizar a Internet mais estimulante”, garante. Para as empresas, o diretor da Sinosnet pontua melhora da produtividade e maior rentabilidade nos negócios, a partir do uso da fibra ótica.


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