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Força da natureza

Em uma noite, chove 40% do previsto no mês na Região das Hortênsias

Temporal na quinta causou danos materiais na região

Laura Gallas/GES-Especial
Corpo de Bombeiros atuou desde às 5 horas da madrugada de quinta-feira, dia 8
Historicamente, o mês de junho reserva um total de 150 milímetros de chuva para Gramado. No entanto, cerca de 40% deste índice foi atingido apenas em uma noite, durante a madrugada e o início da manhã desta quinta-feira, dia 8. Apesar de não ser considerado oficial, o número é o obtido pela Secretaria de Agricultura de Gramado, por meio do pluviômetro instalado junto ao Horto Municipal.

Este forte indício da chuva é uma amostra da realidade vivida por moradores de Gramado (e cidades vizinhas) em especial durante a intensa chuva que caiu na cidade entre as 6 horas e as 6h30. Neste intervalo de tempo, conforme o Corpo de Bombeiros de Gramado, uma sequência de ventos e chuva ocasionou destelhamentos, deslizamentos de terras e queda de muros, árvores e postes de energia elétrica.

Bombeiros atendem 70 ocorrências

Desde as 5 horas da quinta-feira, antes mesmo de o temporal acontecer, a guarnição do Corpo de Bombeiros de Gramado iniciou sua atuação nas ruas do município. “Estamos com cinco duplas na rua para atender a comunidade”, informa o soldado Figueiredo. No total, até o final da tarde de ontem, foram atendidas em torno de 70 ocorrências nas áreas urbana e rural. “A situação estava pior de manhã. Ao longo do dia fomos nos organizando e trabalhando”, pontua Napp. O sargento confirma que os danos causados pelas fortes chuvas foram apenas materiais.

Mais atingidos: Piratini e RS-235

A partir de um monitoramento efetuado em todo o município, a Defesa Civil de Gramado considera que os locais mais atingidos foram o bairro Piratini, com dezenas de casas destelhadas, e o km 37 da RS-325, que esteve bloqueada até o fechamento desta edição, na noite de quinta. No sentido Canela-Gramado, em frente ao Hotel Galo Vermelho, cinco postes de energia elétrica sofreram uma ruptura devido aos vento, caindo sobre a avenida que liga os dois municípios. Com o estrago, formou-se um congestionamento entre o local afetado até o principal acesso de Canela. “No final da parte da manhã, uma parte da 235 no sentido Gramado-Canela foi liberada para que os carros pudessem se dirigir a Gramado. Teve gente que ficou horas presa no trânsito sem conseguir sair de Canela”, explica Boeira.

Telhas e lonas para a comunidade

A Defesa Civil de Gramado, que usualmente monitora as maiores áreas de risco na cidade, atentou e auxiliou na normalização das encostas, residências e estradas da cidade durante toda a quinta-feira. O coordenador da equipe, Euri Paulo Boeira, conta que todas as áreas atingidas foram percorridas para que os vitimados recebessem telhas e lonas – conforme suas demandas. “Agora precisamos esperar o clima ficar mais firme para continuar estas ações de cuidado principalmente nas zonas de risco”, garante. Uma campanha para arrecadar doações de lonas e telhas para as famílias atingidas pelo temporal foi lançada nesta quinta pela Prefeitura de Gramado. As doações podem ser entregues na sede da Defesa Civil, na Rua Colina do Norte, 147. Nesta sexta-feira, dia 9, o local estará aberto das 8 horas às 11h45 e das 13h30 às 17h45.

Sem luz: RGE trabalhou desde o começo da manhã

Ilton Müller/GES-Especial
Postes na RS-235 caíram o que deixou o trânsito bloqueado por algum tempo, e depois liberado parcialmente. RGE ainda trabalha para o restabelecimento completo da energia elétrica
Em nota oficial enviada ao Jornal de Gramado às 17 horas de ontem, a RGE confirmou que a força-tarefa seguirá até que haja a normalização do sistema elétrico. Conforme a empresa, além de Gramado e Canela, as cidades gaúchas mais afetadas pelo temporal foram Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Veranópolis. Nesta região, até o final da tarde da quinta, 98 mil clientes permaneciam sem energia elétrica.

Panorama em Gramado: cidade e interior receberam atendimentos

Dois locais foram interditados pela Defesa Civil: uma casa na Travessa Imetil, Várzea Grande, por risco de queda, e um terreno baldio no bairro Piratini, por risco de desbarrancamento

A Prefeitura de Gramado relata que também há registros de quedas de postes e árvores próximo ao Lago Joaquina Rita Bier, nas ruas João Alfredo Schneider e Primavera, e próximo ao Lago Negro, nas ruas da Carrieri e Julius Zigler, Pedro Candiago e Demétrio Pereira dos Santos. Nestes pontos, as vias estão bloqueadas até a remoção dos postes e a regularização da energia elétrica, que é de competência da RGE

Todas as equipes da Secretaria de Obras estiveram nas ruas, realizando primeiro a desobstrução das vias de forma emergencial, para depois iniciar um trabalho de limpeza da cidade. A Secretaria de Trânsito atua na sinalização das vias

O Prefeito Fedoca Bertolucci (PDT) visitou os lugares atingidos pelo temporal, acompanhando os serviços e atendendo a comunidade. “Todas as nossas atenções neste momento estão voltadas para atender a população que de algum modo foi atingida pelas chuvas”, salientou

A Secretaria da Agricultura segue trabalhando na remoção de árvores e barreiras que estão obstruindo a passagem nas estradas. As linhas 28, Furna, Ávila Alta e Baixa, Pedras Brancas, Bonita, São Roque, Marcondes, Tapera, Nova Renânia, Serra Grande, e a Linha Forqueta, na travessia para Nova Petrópolis, estão com acesso livre

A estrada principal do Quilombo está liberada, mas algumas equipes ainda estão trabalhando nas estradas secundárias, com previsão de liberação até esta sexta

A estrada velha do Moreira ainda está com diversos pontos interditados

A Linha Araripe Velha permanece com muita vegetação na pista, mas foi liberada no fim da tarde de quinta-feira

A Linha Nova, no trecho entre a Sociedade da Linha Nova e a Comunidade Terapêutica Vale a Pena Viver, está com uma árvore com cerca de dois metros de diâmetro interditando a estrada, mas a previsão é de que seja liberada até hoje

As estradas que estão muito embarradas estão recebendo brita para melhorar o trânsito de veículos. A Secretaria de Agricultura se coloca à disposição por meio do telefone (54) 9-9961-8472

As escolas municipais atingidas receberam os reparos adequados. A Escola Nossa Senhora de Fátima teve um acúmulo de água em suas instalações. Já as escolas Senador Salgado Filho, Alberto Pasqualini e a EMEI Algodão Doce tiveram destelhamentos

A única em que o serviço ainda está em andamento é a Senador Salgado Filho, a mais prejudicada

Os alunos dessas escolas foram liberados das aulas. Nesta sexta-feira, dia 9, as aulas retornam normalmente

SAIBA MAIS

- Quem ainda segue sem energia elétrica pode telefonar para a RGE pelo número: 0800-970-0900

- Aqueles que precisam de lonas e telhas devem contatar a Prefeitura de Gramado,

- A EGR disponibiliza um telefone 24 horas à disposição dos usuários: 0800-684-3903

“Levei 30 anos para construir a casa”

Laura Gallas/GES-Especial
Parte da casa de Benta ficou destruída
Benta Ribeiro, 52 anos, moradora da Rua Sueli Prinstrop, no bairro Piratini, viu sua casa ser atingida por uma árvore na manhã desta quinta-feira. “Era umas 6 horas da manhã e eu fui abrir a janela, quando vi a árvore caindo em minha direção. Graças a Deus não aconteceu nada comigo”, conta. Ela reside junto da filha Eduarda, de 15 anos. “O triste é que levei 30 anos para construir essa casa. Não sei como vou consertar ela”, lamenta. A família de Benta aceita a ajuda da comunidade que quiser contribuir com material de construção. Mais informações podem ser obtidas pelos números (54) 9-9643-7494 ou (54) 9-9606-2768.

“Minha filha saiu às 4 da manhã para viajar”

Laura Gallas/GES-Especial
João Jorge Silva averiguava a situação da casa da filha após os ventos
Duas horas antes do temporal chegar em Gramado, a filha de João Jorge Silva, 67 anos, moradora da Rua Getúlio Vargas, no bairro Piratini, iniciou uma viagem a Santa Catarina com seu esposo e filhos. “Por sorte não estavam em casa quando deu o temporal”, conta o pai, que ficou sabendo do destelhamento através de um vizinho. “Ele me disse que o Piratini tinha sido atingido. Eu moro na Floresta, e lá não aconteceu nada”, relata. João permaneceu durante toda a quinta-feira consertando o telhado da residência de sua filha. O portão e alguns utensílios também foram danificados.


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