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América e Caribe

Trump aumenta restrições a Cuba e condiciona avanços a mudanças em direitos humanos

Mudança, anunciada na sexta-feira, restringe viagens e compras na ilha caribenha

Avião da American Airlines pousando no aeroporto de Havana, em CubaPressionado ao mesmo tempo pelos cubano-americanos que declararam voto no republicano e pelas grandes companhias que estão a cada dia intensificando negócios em Cuba, o presidente americano, Donald Trump, revelará nesta sexta-feira em Miami sua nova política em relação à ilha, marcando retrocessos em medidas determinadas por seu antecessor e condicionando avanços na relação bilateral entre os países à libertação de presos políticos e à realização de eleições livres - algo que Havana não pretende negociar. O governo deve começar a preparar as normativas em 30 dias, e a expectativa é que elas entrem em vigor em, no mínimo, 90.

Voos comerciais e cruzeiros de empresas americanas já existentes continuarão permitidos, mas não poderão ser ampliados. Também haverá novas restrições às viagens. Passará a ser proibido, por exemplo, que americanos gastem dinheiro em estabelecimentos do Estado ou ligados às pessoas dentro das Forças Armadas, da polícia ou da Inteligência cubanos. Assim, eles ficarão proibidos de se hospedar em praticamente todos os hotéis ou frequentar os principais restaurantes da ilha, ligados ao governo. Trump também pretende acabar com viagens individuais de americanos - o que só seria possível em grupos. As excursões educacionais e os chamados intercâmbios "de pessoa para pessoa" serão submetidos a um maior escrutínio e deverão ser feitos com um guia de uma organização americana - requisito que a política de Barack Obama havia eliminado. As viagens por questões familiares, contudo, continuam permitidas. As relações diplomáticas restabelecidas pelo antecessor de Trump, incluindo embaixadas reabertas em Washington e Havana, também permanecem.

Muitas das medidas, no entanto, poderão ter dificuldades de ser implementadas. Algumas serão desafiadoras, como controlar como os americanos gastarão seus recursos na ilha, onde raramente estabelecimentos comerciais aceitam cartões de crédito. Segundo fontes da Casa Branca, a ideia é fazer com que a retomada de relações beneficie o povo cubano, não o regime dos Castro.

"A política de Obama enriqueceu o regime e aumentou a repressão na ilha" disse um dos integrantes do governo que participou do briefing a repórteres e pediu para não ser identificado.

Questionados pela falta de posição firme sobre o tema em outros países - inclusive a Arábia Saudita, que recebeu a visita do presidente - autoridades afirmaram que a prioridade é lutar pelos direitos humanos no Hemisfério, ou seja, Cuba e Venezuela.

Em 2014, Obama abandonou o modelo tradicional linha-dura em relação à ilha caribenha e apostou no contato bilateral, com a ideia de dinamizar a economia e a sociedade cubanas, mas Trump considerou um "mau acordo". Cuba não se pronunciou oficialmente às vésperas do anúncio. Mas, se em janeiro o presidente Raúl Castro expressou sua vontade de "continuar o diálogo", em março criticou "o protecionismo extremo e egoísta" do governo Trump. Em entrevista ao "El País", o historiador Rafael Rojas afirmou, no entanto, que a mudança pode ser oportuna para o governo cubano.

"Uma pequena marcha à ré em relação ao ambiente reformista desatado com a aposta de Obama se encaixa bem em relação à lentidão no processo político interno que deseja a elite do poder cubano", afirmou.

Trump assinará as novas medidas em um teatro de Miami, local importante para os veteranos da tentativa da invasão da Baía dos Porcos. Segundo a Casa Branca, ele estará cumprindo uma promessa para o grupo, que no ano passado, pela primeira vez na história, endossou uma candidatura.

"As práticas econômicas que beneficiam militares cubanos às custas do povo acabarão logo", escreveu no Twitter o senador cubano-americano Marco Rubio.

Com a proximidade do anúncio, um grupo de 55 empreendedores cubanos escreveu a Ivanka Trump, filha do presidente, pedindo seu apoio como "empresária de sucesso". Opositores dentro de Cuba, por sua vez, respaldam a medida. O líder da União Patriótica de Cuba, José Daniel Ferrer, escreveu em uma carta a Trump que, após dois anos, suas esperanças de mudança não foram cumpridas. "Ele (Raúl Castro) triplicou o número de presos políticos, e eles são submetidos a espancamentos e tortura em um nível maior. É hora de reverter as políticas que apenas beneficiam o regime."

Já o dissidente Guillermo Fariñas disse esperar que as medidas visem "diretamente a jugular do regime, o poder econômico dos militares".

"Os cubanos normais sentirão os efeitos e os supostos destinatários dessas ações (o governo) não" afirmou ao "El País", Michael J. Bustamante, da Universidade Internacional da Flórida.


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