Sente, relaxe, medite!

Essa prática milenar, agora incluída na lista de práticas complementares do SUS, tem, entre seus benefícios, a diminuição da ansiedade, da depressão e um aumento no bem-estar e no autoconhecimento. E não tem contraindicações!


reportagem RAQUEL RECKZIEGEL

fotos FREEPIK, PIXABAYRAQUEL RECKZIEGEL

Sente-se em uma postura confortável. Feche os olhos. Agora, tente deixar de lado os pensamentos que passam pela sua cabeça. Manter a mente silenciosa e tranquila pode ser mais difícil do que parece. Justamente por isso, em meio à correria da nossa rotina, é essencial tirar um tempinho para prestarmos atenção em nós mesmos, na nossa respiração e no nosso fluxo de pensamentos. A meditação é uma das várias práticas que ajudam a aquietar um pouco o que o sábio indiano Patanjali define como "flutuações da mente".

Cada vez mais, práticas como essa têm sido estudadas por especialistas e os resultados das pesquisas científicas mostram o que filósofos e mestres orientais já sabem há séculos: meditação e yoga fazem bem para a saúde - física e mental. E o legal é que qualquer pessoa pode praticar: não existem contraindicações. Mesmo assim, é um processo: estamos tão acostumados a receber estímulos todos os dias que a mente e o corpo têm dificuldade em diminuir o ritmo. Para Elaine Santos, professora de yoga e de meditação, não é fácil definir a prática porque há várias culturas, religiões e povos que a usam - e ela mesma tem várias maneiras de ser praticada.

Ainda assim, ela vê a meditação como uma oportunidade de autoconhecimento. "É um momento em que nos permitimos estar completamente conosco mesmos, acalmando e silenciando a mente e a partir desse silêncio olhar pra dentro e nos conhecermos melhor", diz. Ela ainda alerta para não confundir meditação e relaxamento: são coisas diferentes e até opostas. "Meditar é estar presente, é tentar manter a mente junto ao corpo", define.

A professora de yoga Sasha Alano afirma que, como qualquer outro, este processo vai sendo treinado e aperfeiçoado com o passar do tempo, e diz que o ideal é buscar algum dos vários métodos que já existem. "Sentar e meditar sozinho, ou inventar seu próprio método, tem o risco de acabar entrando mais nos processos mentais do que sair deles", alerta. Para quem quer experimentar, as duas professoras orientam a buscar uma instrução, uma técnica específica, de forma que a prática não se torne algo aleatório. "Sugiro buscar um método, seguir aquilo e fazer por um bom tempo para que tu possa começar a medir os resultados", afirma Sasha. Elaine ainda acrescenta que há pessoas que tem mais facilidade em aquietar a mente, mas ainda assim recomenda buscar uma instrução. "Acredito que o ideal seja seguir um processo, pois o ganho final me parece melhor e mais consistente", ressalta.