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Luiz Coronel

Teria sido assim?

"Quem há de resistir a um rio de dinheiro fácil correndo, sem querer molhar os dedos, comprar um bote ou um iate?"

Luiz CoronelLuiz Coronel é poeta

www.luizcoronel.com.br

Era uma vez um jovem que perdera um dedo nos ofícios fabris. Mesmo assim, apontou para os tidos e havidos opressores e lutou por democracia. Vieram ao seu encontro cidadãos do mais alto pendor intelectual, formando coro com a juventude e as universidades, anunciado um novo tempo solidário. Era preciso pensar mais longe: unir os povos da América Latina e de outros continentes para formar um novo bloco formidavelmente independente e revolucionário. O Zé saiu das sombras para reger o concerto socialista a quatro mãos. Havia um impasse: quem pagaria tão oneroso projeto?

As ruas e as avenidas assistiram tremular as bandeiras vermelhas pelo País afora. Magníficas produções televisivas nos convenciam de que bastava sentir desconforto ante à pobreza e ao sofrimento alheio para integrar a caravana ideológica, rumo aos “tempos sem males” como outrora anunciavam nossos índios. Quem ficasse à margem dessa procissão política seria pagão e direitista. O antigo poder agora substituído por políticos ungidos pela grandeza solidária. E o povo foi às urnas e disse sim!

Era preciso construir uma maioria parlamentar. Os partidos políticos funcionaram como balcões de negócio, vendendo adesão e minutos televisivos. Do ventre dos turvos conchavos, nasceu a República Pluripartidária. As campanhas pareciam musicais da Broadway. A Petrobras, o IBNS, os Fundos de Pensão benevolentes, minas de ouro com os cofres escancarados. Quem há de resistir a um rio de dinheiro fácil correndo, sem querer molhar os dedos, comprar um bote ou um iate? Emissários tornaram-se “cabeças de ponte” nessas jazidas. A oposição, tão logo surgiu a Lava-Jato, arvorou-se paradigma da virtude denunciando delitos que ela mesmo praticava sem freios.

A recessão despenca a senhora gestora do poder. As bandeiras verde-amarelo cobrem o País. Guloso, o vice-presidente e seu fiel escudeiro partem para a montagem de um novo governo. “Dilma cai para que suba ao poder quem sempre esteve.” A República dos Safados mantêm-se no poder. A justiça entra em ação. Tesoureiros partidários, empresários, emissários e lideranças políticas passam a ver o sol quadrado na República de Curitiba. Novas delações engolfam o primeiro mandatário. A república multipartidária ruiu. Que uma fumaça branca anuncie uma nova etapa histórica. E que dela sejam excluídos todos os indiciados, réus e condenados para que possamos nos sentar em mesa limpa. Quem tiver outra versão que fale, ou cale para sempre.


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