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Gilson Luis da Cunha

O ocaso de uma lenda

Diário de bordo de um nerd no planeta Terra (DATA ESTELAR 30042017)

Gilson Luis da Cunha - Blog Diário de Bordo de um nerd no planeta terraGilson Luis da Cunha é doutor em Genética e Biologia Molecular pela Ufrgs, Old School Nerd, fã incondicional de livros filmes, séries e quadrinhos de ficção científica, fantasia e aventura

Esta semana a CBS/Paramount conseguiu piorar o que já estava péssimo: a, até então, aguardada série Star Trek: Discovery, a ser exibida nos EUA pelo sistema de vídeo streaming da CBS e, no resto do mundo, pela Netflix, conseguiu surpreender os fãs negativamente, mais uma vez. A série, que já teve sua estreia adiada três vezes, virou uma grande bagunça nos bastidores. Equipes criativas e produção não se acertam, prazos já estouraram e executivos da rede de TV não sabem o que fazer com ela.

Ao longo do último ano, Discovery, cuja ação se passaria uma década antes da série

clássica, se esforçou como nenhuma produção antes dela em ganhar a antipatia dos fãs da série original. Em fevereiro de 2016, Bryan Fuller, veterano roteirista de séries como Star Trek Voyager e Deep Space 9 foi escalado como o produtor executivo do show. Nicholas Meyer, o diretor de Jornada nas Estrelas: A Ira de Khan, considerado por muitos o melhor filme da série no cinema, também se juntaria ao grupo, como consultor criativo.

Havia razões de sobra para euforia. A CBS queria aproveitar o ano do cinquentenário de Star Trek para alavancar a publicidade do novo show. A entrada desses dois veteranos no grupo daria credibilidade ao projeto. Entretanto, ao longo do ano passado, as coisas começaram a azedar. Bryan Fuller foi demitido pela CBS, que tinha pressa em lançar a série até fevereiro de 2017, coisa que não aconteceu. Paralelamente, uma série de releases contraditórios foram liberados, fazendo o público se perguntar quem realmente estava no comando da produção.

Fotos de bastidores que vazaram sugerem que o novo programa ignoraria solenemente uma série de conceitos estabelecidos tanto na série clássica quanto na linha de tempo alternativa, criada no cinema por JJ Abrams. Em fevereiro de 2016. A preocupação em dar ao elenco um perfil mais diverso também consumiu tempo dos produtores e roteiristas. A série terá o primeiro personagem abertamente gay da franquia. Chegou-se ao consenso de que também seria importante que a protagonista fosse uma mulher negra. A escolhida, Sonequa Martin-Green, ainda estava indisponível, atuando em The Walking Dead, quando foi escolhida. Isso atrasou ainda mais o cronograma, uma vez que não seria possível a ela promover uma série da CBS ainda trabalhando para a AMC/FOX.

Michele Yeoh (O Tigre e o Dragão) que viveria uma capitã de nave estelar, passou de protagonista a uma personagem recorrente e não aparecerá em todos os episódios. Para completar esse show de horrores, esta semana, a CBS mostrou que, em matéria de relações públicas, possui o toque de Midas ao contrário: executivos da emissora sondaram Michael Dorn, o veterano ator de Jornada nas Estrelas, A Nova Geração e Deep Space 9, quanto à possibilidade de que aceitasse participar da série como um ancestral do tenente Worf, o oficial klingon da Enterpise-D e da estação DS9.

O que parecia um espetacular trunfo para a CBS virou um pesadelo, quando o ator revelou que lhe foi oferecido um cachê irrisório por sua atuação, algo em torno de trezentos dólares, dezenas de vezes menos do que ele costumava receber, seja na TV, teatro, ou como dublador. Na prática, um ator com mais de trinta anos de carreira, foi tratado pela emissora como um simples figurante. Esse foi o ponto mais baixo da história de Star Trek. Mais baixo que os piores episódios de todas as séries da franquia. Mais baixo que o horroroso Jornada Nas estrelas: Nêmesis, que matou a franquia no cinema, quinze anos atrás. Mais baixo até que a briga da Paramount para impedir que fãs produzissem AXANAR, um longa-metragem independente cujo trailer entusiasmou muito mais do que os últimos filmes da franquia para o cinema.

Não há, no momento, uma previsão de quando e SE a série estreará. Comenta-se à boca miúda que a Netflix estaria negociando para assumir a série. De qualquer forma, como fãs, só podemos nos perguntar o que foi que nós fizemos para merecer um tratamento tão estúpido por parte da CBS e da Paramount. E, quem sabe, torcer para que, algum dia, a Disney compre Star Trek e conceda a ela o mesmo tratamento dado a suas propriedades de sucesso, tais como a Marvel e o universo de Star Wars. E falando na franquia “co-irmã”, o mês de maio marca os quarenta anos de Star Wars. Ao longo das próximas edições, estarei relembrando momentos icônicos da saga Jedi e seu impacto na cultura pop dos séculos 20 e 21. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês. Até domingo que vem.


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