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economia

GM afirma ter fábrica e ativos confiscados pela Venezuela

EUA dizem estar avaliando caso. Empresa apelará a medidas legais

@VPITV/Twitter/Reprodução
Unidade da GM na Venezuela
A General Motors (GM) anunciou, na quinta-feira (20), a interrupção de suas operações na Venezuela após "autoridades públicas" do país procederem a um "confisco judicial ilegal" da fábrica e de outros ativos da empresa, segundo comunicado divulgado pela montadora americana. E acrescentou que vai "tomar todas as medidas legais, dentro e fora da Venezuela, para defender seus direitos".

O texto diz que as autoridades "tomaram inesperadamente" a fábrica da General Motors Venezolana (GMV) "que opera no país desde 1948", em Valencia, além de retirar da unidade ativos da companhia, como carros.

O caso não passou em branco nos EUA, berço da GM. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, disse em comunicado que o governo está "analisando os detalhes", acrescentando que os EUA esperam resolver o episódio "rapidamente e de maneira transparente."

Venda de carros cai 92% em março

A GM informou que, por isso, vai cessar suas atividades no país e pagar, "na medida em que o governo permita", os valores relativos ao fim dos contratos de seus 2.678 funcionários locais. A empresa ressaltou que suas lojas continuarão a fornecer peças e serviços de pós-venda.

O governo venezuelano não informou o motivo da ação. O jornal americano "New York Times" afirmou, porém, citando a mídia local, que o confisco se deve a um processo judicial do começo dos anos 2000, movido por uma empresa venezuelana. Um porta-voz da GMV informou ao "NYT" que, na verdade, a unidade estava fechada há mais de um mês por ter sido tomada por membros de um sindicato. Ainda conforme esse porta-voz, a GM chegou a pedir ajuda de Caracas para recuperar a unidade, porém, o próprio governo assumiu o controle da fábrica.

O fechamento da unidade da montadora aconteceu em meio a protestos em Caracas contra o governo do presidente Nicolás Maduro. A Venezuela enfrenta sua pior recessão em décadas. A economia encolheu 10% em 2016, segundo cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), na esteira da desvalorização do petróleo. Isso se refletiu na indústria automotiva, cujas vendas despencaram 92% em março, após a falta de dólares deixar os carros caros até para os mais ricos.

Segundo a Bloomberg News, citando representantes das empresas, a Ford ainda tem uma fábrica em Valencia, mas ela está parada em função da crise. A produção da Toyota não foi afetada, e o grupo Fiat Chrysler disse manter os planos de produção para o país.

A Bloomberg destaca, ainda, que esta é a primeira nacionalização da unidade de uma grande empresa desde 2014, quando o governo assumiu fábricas da Clorox. O site CNNMoney lembra que outras empresas enfrentaram problemas no país, fosse pela dificuldade em obter matéria-prima, caso de Pepsi, McDonald's e Mondelez, ou por disputas fiscais com o governo venezuelano, como as companhias aéreas Delta, American, United, Alitalia, Lufthansa e Latam.


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