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CIA

Apple, Samsung e Microsoft reagem a denúncias de invasão

Gigantes da tecnologia revisam vulnerabilidades após alegação de controle a aparelhos

Divulgação/Flickr
Vulnerabilidades em sistemas e aparelhos que teriam sido criadas por agências de segurança motivam reação de empresas de tecnologia
Empresas de tecnologia reagem à revelação de que supostamente tiveram seus produtos comprometidos para fins de espionagem pela Central de Inteligência americana (CIA). Na terça-feira (7/3), o site WikiLeaks divulgou 8.761 documentos que apontam o uso de softwares elaborados para invadir smartphones, computadores e até mesmo TVs conectadas à Internet. Embora a CIA não tenha confirmado a autenticidade dos documentos, o vazamento aumenta as suspeitas de que a agência possa ter ultrapassado limites na vigilância sobre os cidadãos.

De acordo com os supostos documentos vazados, a CIA invadiu smartphones e computadores e desenvolveu um programa chamado Weeping Angel capaz de invadir smartTVs como a Samsung F800, transformando-as em microfones mesmo quando elas parecem estar desligadas. Segundo as informações divulgadas pelo WikiLeaks, o consulado americano em Frankfurt, o maior do mundo, estaria no centro da espionagem, com equipes de especialistas digitais da CIA e outras agências de Inteligência dos EUA. O material vazado seria do período entre 2013 e 2016.

APPLE

Após o vazamento, a Apple emitiu um comunicado detalhado para afirmar que já estava analisando algumas das potenciais vulnerabilidades do sistema operacional em seus aparelhos. "A tecnologia construída no iPhone de hoje representa a melhor segurança de dados disponíveis aos consumidores, e nós estamos constantemente trabalhando para mantê-la assim", disse a companhia em nota. "Enquanto nossa análise inicial indica que muitas das questões vazadas hoje já estavam corrigidas no mais recente iOS, nós vamos continuar a trabalhar para rapidamente resolver qualquer vulnerabilidade identificada."

SAMSUNG

A Samsung também se pronunciou sobre a história, após alegações nos documentos de que suas televisões da sériE F8000 haviam sido invadidas por uma ferramenta desenvolvida com o MI5, a agência de Inteligência do Reino Unido. "Proteger a privacidade dos consumidores e a segurança dos nossos aparelhos é uma prioridade na Samsung", afima a nota da empresa. "Nós estamos cientes do relato em questão e estamos urgentemente analisando a questão."

MICROSOFT

A Microsoft também afirmou que estava ciente dos documentos vazados e tomando providências, uma vez que há relatos de que computadores com o sistema Windows também haviam sido alvo da espionagem da CIA.

GOOGLE

O Google não quis comentar as alegações de que a agência conseguiu controlar telefones Android.

LINUX

A Linux também não se pronunciou sobre o caso.

SNOWDEN

Divulgação
Edward Snowden, que em 2013 denunciou que NSA norte-americana teria invadido ilegalmente sistemas e correspondência privados
Responsável pelo vazamento que expôs, em 2013, um amplo esquema de espionagem montado pela NSA, o ex-agente da CIA Edward Snowden considerou autênticas as revelações do WikiLeaks. "Os nomes de programas e escritórios são reais. Apenas uma pessoa com conhecimento interno poderia reconhecê-los", destacou Snowden no Twitter. "É a primeira evidência de que o governo americano pagou secretamente para manter os softwares americanos desprotegidos. Imagine um mundo no qual a CIA passa o tempo tentando descobrir como espioná-lo pela sua TV. É o que vivemos hoje."

De acordo com Snowden, os relatórios "mostram o governo desenvolvendo vulnerabilidades, e depois intencionalmente deixando os buracos abertos". "Por que isto é perigoso? Porque até ser fechado, qualquer hacker pode usar o buraco de segurança que a CIA deixou aberto para invadir qualquer iPhone no mundo", advertiu ele, asilado na Rússia.

Os documentos também citam um programa batizado de Umbrage: uma enorme biblioteca de técnicas de ciberataques coletadas de outros países, incluindo a Rússia, que seriam usadas pela CIA para mascarar as origens de ataques cibernéticos. A informação surge num momento particularmente sensível, em meio a suspeitas de que hackers russos tenham roubado e divulgado e-mails do Partido Democrata numa tentativa de influenciar as eleições americanas, em novembro do ano passado. Na ocasião, o então candidato republicano, Donald Trump, elogiou o site por divulgar e-mails de sua rival na corrida presidencial, Hillary Clinton.


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