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Recuperação

Emprego tem melhora no início do ano na região

Levantamento aponta que nos meses de janeiro e fevereiro de 2017 ocorreu o saldo de 5.892 entre admissões e demissões

Divulgação/
Sapiranga fechou o primeiro bimestre de 2017 com saldo positivo de 918 empregos
A passos lentos, a economia dá sinais de recuperação. De acordo com os números apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, na maioria das cidades da região, os meses de janeiro e fevereiro deste ano apresentaram saldo positivo na oferta de emprego. O balanço entre as vagas abertas e as fechadas mostra um saldo de 5.892 vagas em 50 cidades.

A indústria da transformação, que na região tem entre os carros-chefe o setor coureiro-calçadista, novamente é a locomotiva à frente deste trem, responsável pela quase totalidade das vagas criadas, com 5.477 novos postos de trabalho. Na segunda colocação do setor que mais entregou empregos está o agropecuário, extrativismo vegetal, caça e pesca, com 646 vagas, seguido pela área da construção civil, com 224 postos. Este levantamento considera apenas os empregos formais, ou seja, aqueles que têm carteira assinada.

Sapiranga é destaque

Quando o Caged é analisado por município, o destaque fica com Sapiranga, que tem 75 mil habitantes. A Cidade das Rosas fechou o primeiro bimestre de 2017 com saldo positivo de 918 empregos. Na segunda colocação aparece Novo Hamburgo, com saldo de 750 postos de trabalho entre janeiro e fevereiro deste ano.

São Leopoldo é outro município a contabilizar números positivos no bimestre: 438 empregos. Nesta cidade, porém, o destaque não foi a indústria, mas o setor de serviços, com 280 vagas (contra 241 vagas criadas na indústria, mas, como na maioria das cidades, perdeu muito no comércio). Já em Gravataí, a área da transformação industrial proporcionou 134 empregos este ano.

Na ponta de baixo

Na ponta inversa da tabela está Gramado, com o pior saldo negativo, 385 postos de trabalho. De acordo com o secretário municipal de Indústria, Comércio, Trabalho e Serviços, Paulo Roberto Volk, esta baixa se deve à sazonalidade considerada normal para a cidade, provocada pelo fim do Natal Luz. Em Cachoeirinha, o saldo também ficou negativo, com 250 vagas. Canoas terminou o bimestre com saldo negativo de 238 postos, queda puxada, principalmente, pelo comércio, que fechou 191 vagas. No primeiro bimestre do ano passado, estas mesmas 50 cidades tiveram um saldo de 3.080 vagas. Os destaques haviam sido Novo Hamburgo, Igrejinha e Campo Bom, que juntas apresentaram saldo positivo de 1.668 vagas.

Preparação para voltar a crescer

Para a prefeita de Sapiranga, Corinha Molling, o resultado do Caged é fruto do trabalho que o município vem fazendo junto aos empreendedores e nos investimentos em infraestrutura. “Inauguramos em 2016 a Sala do Empreendedor para facilitar a abertura de pequenas empresas. Sapiranga é uma cidade marcada pela vocação de trabalho e sua localização, às margens da RS-239, torna-a atrativa para a instalação de empresas”, destaca. Segundo Corinha, a cidade se preparou para voltar a crescer quando a economia voltasse a se recuperar. “O resultado agora pode ser visto nesta gradativa recuperação industrial”, salienta.

Opinião da ACI

Para o vice-presidente da Indústria da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI), Frederico Wirth, ainda é cedo para falar em aquecimento. “Estamos falando dos primeiros meses com números positivos depois de uma grande sequência negativa. O setor calçadista, nesta época, normalmente tem produção cheia, pois inicia a produção das coleções de inverno”, ressalta. Para Wirth, como em diversas cidades não calçadistas também houve aumento do emprego na indústria, pode-se perceber uma pequena melhora geral em mais segmentos.

Batata garante emprego

A roça só perdeu para a indústria no bimestre e ocupou assim a segunda colocação no número de empregos. Dos 464 postos no saldo do setor agropecuário, 444 são de São Francisco de Paula (que no total teve saldo positivo de 494 de empregos). Segundo o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Rafael Marques, a movimentação de trabalhadores ocorre por conta da colheita da batata, que vai do final de dezembro até o início do mês de junho. São Chico tem 4 mil hectares plantados de batata, com uma produção média de 120 mil toneladas. “Essa mão de obra usada na colheita é 50% de fora do Estado. São safristas, especialmente do Nordeste”, comenta. O secretário explica que a colheita e o beneficiamento da batata utiliza o trabalho manual.


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