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Análise

Tornado causou catástrofe em São Francisco de Paula, confirma meteorologia

Segundo a MetSul Meteorologia, fenômeno atingiu a cidade com ventos de até 180 km/h

Palácio Piratini/
Vice-governador José Paulo Cairolli sobrevoou São Francisco de Paula nesta segunda-feira. Na imagem da janela da aeronave dá para ver o rastro de destruição do tornado, com casas destruídas, enquanto outras, há algumas quadras, estão bastante intactas.
Um dia após o vendaval que devastou São Francisco de Paula, depois de estudar danos e dados meteorológicos, a MetSul confirmou nesta segunda-feira (13) que a cidade foi atingida por um tornado.

Foi um fenômeno de categoria F1 na escala Fujita - que vai até 5 (o mais intenso). O estudo técnico, assinado pelos meteorologistas Estael Sias e Luiz Fernando Natchigall, é categórico em apontar a causa de tamanha destruição. As rajadas de vento podem ter chegado a 180 km/h. Em 8 de julho de 2003, o município já tinha sido destruído também por um tornado.

O levantamento, baseado em imagens aéreas e análises georeferenciadas, mostra que o tornado ingressou na cidade pelo oeste, seguindo no sentido Canela-litoral norte. Outra evidência é a extensão variável dos estragos, indo de dezenas a centenas de metros, "o que é comum na passagem de um tornado, fenômeno errático durante seu tempo de existência na trajetória, intensidade e tamanho do cone que alcança a superfície", detalham os meteorologistas. 

Os danos severos se deram em uma faixa definida e se concentram nas partes mais altas da cidade. Entretanto, nem todos os estragos podem ter sido causados pelo tornado, já que é comum - segundo o estudo - que se tenha "fortes rajadas de vento durante a passagem da instabilidade e não associada ao fenômeno".

Depoimentos de moradores, segundo a MetSul, também revelam que o vento destrutivo durou cerca de 30 segundos a um minuto, "reforçando a conclusão sobre a passagem de um tornado pelo município", afirmam.

Sem registro visual do cone
Conforme a empresa, ainda não se viu nenhum registro visual do cone do tornado atingindo a superfície. Mas há imagens analisadas pela MetSul que mostram uma massa de nuvens se deslocando horizontalmente. Esse tipo de flagrante não é característico em microexplosões, quando o movimento do ar é descendente, afirmam os meteorologistas.

Frente fria sobre ar quente
Segundo a MetSul, o tornado acompanhando a tempestade severa foi resultado do avanço de uma frente, que organizou uma linha de temporais com chuva intensa, raios, granizo e chuva forte, "que não raro trazem tornados". Além disso, o contraste com a temperatura do ar também foi ingrediente. No momento do tornado, soprava uma corrente de jato - corredor ventos em baixos níveis da atmosfera -, transportando ar quente de norte, em velocidade de 80 a 95 km/h a 1.500 metros de altitude acima do nível do mar.

Mapas com índices de risco de atividade tornádica mostravam condições muito favoráveis à formação de tornados na área. Mas imagens de radar meteorológico não identificavam as características geralmente associadas a ocorrência do fenômeno.

A Serra Gaúcha é a área mais sujeita a esse tipo de fenômeno no cenário acima descrito: já aconteceram em Bom Jesus, Gramado, Canela, Muitos Capões, Antonio Prado e em São Francisco de Paula. O relevo montanhoso também ajuda a provocar vórtices turbulentos.


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