Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Emílio Leobet, 1559, sala 21 - Bairro Avenida Central - Gramado/RS - CEP: 95670-000
Fones: (54) 3286.1666 - Fax: (54) 3286.4015

PUBLICIDADE
Eugenio Paes Amorim

Só pelo amor vale a vida

Leia artigo de Eugenio Paes Amorim

Eugenio AmorimEugenio Amorim é promotor de Justiça

epa1966@hotmail.com

 “Só pelo amor vale a vida.” Uma frase que meu pai vivia a repetir, segundo ele, constante da letra de uma valsa de Zequinha de Abreu, e que hoje está inscrita na lápide onde se consomem seus restos materiais. Cada vez mais, com o passar dos anos, dou de frente com a frase do meu velho e saudoso pai e tento decifrá-la.

De regra, nascemos já pelo amor, frutos da relação dos nossos pais. E ainda nos primeiros dias e anos de nossas vidas somos envolvidos pelo mais sublime dos amores, o amor de mãe. Ele, aliás, começa desde a concepção, na fantástica simbiose de dois seres – um em formação e o outro protetor – que Deus engenhou.

Ainda em nossa infância – também via de regra – desfrutamos e vivemos de outro amor, agora em um sentido mais abrangente, especialmente na relação com os irmãos, mas também com primos, tios, avós e o restante do grande e maior ninho de amor: a família. Não podemos esquecer, nesta sequência de amores, das relações estabelecidas com amigos de infância e professores.

Os professores, pela própria natureza de sua atuação, cuidadora e educadora, não seriam o que são se não tivessem muito amor para com seus pupilos. E as amizades de infância são, talvez, os amores mais imorredouros. Quem de nós, em determinado dia e momento, inadvertidamente, não lembra daquele pequeno e sempre jovem amigo que não vê, há décadas, ou que se perdeu ou mesmo não está mais entre nós, e volta, qual uma máquina do tempo, às brincadeiras e aos doces momentos infantis? O amor que ainda alimentamos pelos meus amigos de infância e de adolescência, coisa com mais de 30 ou 40 anos, é sempre perene e renovado em nós.

E o que dizer daquele amor eterno pela figura paterna referencial, duro e meigo, modelo em palavras e ações? Comecei este texto falado deste amor, que nem a morte consegue sequer arranhar, senão fortalecer.

Este amor renovável, você sentirá e viverá, na mesma medida, quando estiver no outro sentido da relação, ao ser pai. O amor pelos filhos é algo tão maravilhoso que só pode ser definido em uma palavra: incondicional.

Mas o amor, como é a maravilha da criação divina – na fé que devemos ter no criador e grande arquiteto (aqui o amor a Deus) - sempre deve se renovar. Por isso somos, invariavelmente, encaminhados ao amor de mais difícil identificação. O amor pela nossa companheira de renovação deste ciclo. O amor entre homens e mulheres.

Você tenta várias vezes, erra muitas vezes, confunde amor com sexo, com atração física, com conforto e até se deixa trair pela necessidade de não estar só. Alguns passam por uma vida inteira sem sair desta confusão. Outros vivem e sofrem dentro deste furacão. Mas há os felizes que, a certa altura, encontram sua Dulcinéia de Quixote, a mulher ideal. Aquela que, com tolerância e paciência, carinho, doçura, dedicação e muito, mas muito romantismo, estará a seu lado até que as rugas, as limitações físicas, a fuga da beleza corporal, e até mesmo a ausência da própria centelha da vida venham a pôr um limite material à toda a existência.

Felizes daqueles que, no tempo marcado, encontram também este amor!

Amem caros leitores! Amem muito! Amem tudo!

Com amor também por vocês eu entrego esta espontaneidade...


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS